Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri) já sabem os agentes que estão causando doenças em plantações de banana nos municípios de Santana do Mundaú e União dos Palmares, na zona da Mata. Trata-se da bactéria Erwinia carotovora e do nematóide Radopholus.
O resultado da análise em laboratório foi apresentado nesta terça-feira (3), em reunião na sede da Seagri, pela professora Maria de Fátima Silva Muniz. No final de dezembro, amostras de solo e de plantas foram coletadas na zona rural de Santana do Mundaú e levadas para análise em laboratório da Ufal.
Segundo a professora, a proliferação da doença pode ter sido provocada pela irrigação das áreas de forma inadequada, causando excesso de umidade; pela chuva intensa durante o inverno; aquisição de mudas sem boa procedência e uso de produtos químicos sem indicação técnica.
Combate
Durante a reunião, também foram discutidas estratégias para combater a doença. São elas: manejo correto da irrigação; eliminação de plantas doentes ou suspeitas; uso de mudas já enraizadas; conservação do solo e imersão de mudas em hipoclorito de sódio, na concentração de 1% para 100 litros de água, de 5 a 10 minutos.
Para evitar o nematóide, uma recomendação repassada aos técnicos é o plantio da leguminosa Crotalária spectabilis, que não é atingida por este agente e, após seis meses, voltar a plantar bananeiras.
Segundo o gerente regional da Seagri, Lenival Viana, um encontro já está marcado para o próximo dia 10, às 9h, em Santana do Mundaú, com representantes de associações e da prefeitura para explicar como será feito o trabalho de combate à doença. “Estamos com nossos extensionistas mobilizados para fazer esse trabalho de orientação aos agricultores, afinal, a fruticultura é uma atividade importante para a economia local e a banana, assim como a laranja lima, é um item fundamental dessa produção”, comentou o gerente.
“Também faremos ações em União dos Palmares, com mobilização dos produtores, campanha de conscientização, levantamento das áreas afetadas e folheto explicativo”, disse Lenival Viana.
Fonte: Ascom Seagri
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