Esta postagem tem como objetivo esclarecer aos agricultores como realizar uma amostragem de solo para avaliar a fertilidade do solo, e com isso corrigir as deficiências e excessos antes que causem dados econômicos.
Geralmente em Santana do Mundaú-AL, os Agricultores produtores de Laranja Lima não têm a cultura de realizar análise do solo para aplicação de fertilizantes e corretivos. O incentivo aos agricultores para realização desta prática pode elevar a produtividade dos cultivos de Laranja e tornar os as áreas agrícolas mais sustentáveis, pois a exploração intensa das áreas pode exaurir os nutrientes do solo e torná-las economicamente inviáveis ao cultivo agrícola, neste sentido, espero de as informações abaixo sejam úteis aos agricultores, técnicos agrícolas, agrônomos e as lideranças locais que cumprem o papel de divulgar e estimular mudanças na Agricultura de Santana do Mundaú-AL.
OBJETIVO DA COLETA DE AMOSTRAS DE
SOLO
Uma amostra de solo consiste em uma pequena
porção de terra capaz de representá–lo
em uma análise química e física. Como
esta porção é pequena em relação
à quantidade de solo que irá representar, deve-se
tomar todo cuidado na retirada dessa amostra. Com a amostragem,
feita de maneira técnica, pretende-se chegar a uma
cópia fiel do terreno que queremos analisar. Veja o
porquê! Das 300 gramas de solo enviadas pelo agricultor
ao laboratório para avaliação da fertilidade
do solo, apenas 50 gramas serão usadas, representando
todo o terreno nas análises de rotina.
TIPOS DE AMOSTRAS
Para que se consiga fazer uma boa amostragem
do solo, devemos coletar primeiro amostras simples e em seguida,
ao misturarmos essas amostras simples, formamos uma amostra
composta:
a) O que é uma amostra simples? Bom!
Para que 300 g representem a área que queremos avaliar
a fertilidade, devemos tirar uma porção de terra
em vários pontos. A terra de cada ponto deve ser colocada
em um recipiente, como um balde de plástico bem limpo.
Então, amostra simples é cada
porção individual de terra que foi retirada
em cada ponto da área.
b) O que é amostra composta? Depois
de retiradas as amostras simples, estas devem ser bem misturadas
no balde, até que fiquem bem homogeneizadas. Essa mistura
é a amostra composta.
EM QUE ÉPOCA FAZER A AMOSTRAGEM
Fazer a amostragem pelo menos 3 meses antes
do plantio, para dar tempo de analisar o solo e aplicar na
área o que for necessário.
EQUIPAMENTOS PARA A AMOSTRAGEM
Para a retirada das amostras simples, utiliza-se
diversos tipos de trados. Pode-se também usar ferramentas
da fazenda como: enxada, pá reta (cortadeira), enxadão
(EMBRAPA, 1982), que estejam bem limpas.
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Figura 01: Equipamento para amostragem (Fonte: IAPAR, 1996)
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Figura 02: Coleta de amostra de solo utilizando o trado
OBTENÇÃO DAS AMOSTRAS
1) Onde tirar as amostras simples?
Para se coletar as amostras simples, deve-se
separar a área em locais iguais (glebas homogêneas).
Por exemplo, se a área em que se deseja fazer a amostragem
apresentar 2 tipos de solos, devemos fazer amostragens simples
para cada local, isto resultará em duas amostras compostas,
uma para cada tipo de solo (gleba homogênea). Para separar
as glebas homogêneas devemos levar em consideração:
a) o tipo de solo: separar quando a área
apresentar terra com diferença na cor e/ou diferença
na espessura da camada de terra mais preta.
b) a topografia: separar de acordo com a diferença na inclinação do terreno: o topo, a encosta, e a baixada, por exemplo.
c) a vegetação: separar a área em glebas com tipos diferentes de cobertura florestal, culturas anuais com características diferentes, culturas perenes com idades diferentes.
d) as diferenças na adubação: separar em locais diferentes, para a amostragem, glebas que foram corrigidas ou adubadas de maneira diferente.
b) a topografia: separar de acordo com a diferença na inclinação do terreno: o topo, a encosta, e a baixada, por exemplo.
c) a vegetação: separar a área em glebas com tipos diferentes de cobertura florestal, culturas anuais com características diferentes, culturas perenes com idades diferentes.
d) as diferenças na adubação: separar em locais diferentes, para a amostragem, glebas que foram corrigidas ou adubadas de maneira diferente.
2)Localização das amostras
simples:
Feita a separação do terreno
em glebas homogêneas (locais semelhantes), coleta-se
as amostras simples caminhando em zigue- zague por todo o
terreno.
3) Quantas amostras simples fazer?
Tamanho da área homogênea
|
Número
de amostras simples para uma amostra composta
|
Bibliografia
|
10
m2 a vários hectares
|
20
|
COMISSÃO
(1994)
|
Nunca
superior a 20 hectares
|
20
|
RAIJ
et al. (1997)
|
Menor
ou igual a 10 hectares
|
10
a 20
|
IAPAR
(1996)
|
Menor
ou igual a 4 hectares (uniformes)
|
15
|
MACHADO
(1999)
|
Nunca coletar amostras simples em locais
de depósito de adubo, calcário, palha ou fezes
de animais, ou à beira de estradas ou cercas.
Cultura
|
Profundidade
(cm)
|
Plantio
Convencional
|
0
– 20
|
Pastagem*
|
0
– 10
|
Plantio
direto
|
Uma
de 0 – 5, outra de 5 – 20
|
COMO ENVIAR A AMOSTRA
Feita a amostra composta, separar 300 gramas desta e colocar em pacote plástico limpo – não colocar a amostra em pacote de sal, pacote de farinha, pacote de adubo, ou qualquer outro que contenha resíduos.
O pacote deve ser etiquetado (marcado), devendo conter na etiqueta, a profundidade e o local na propriedade (gleba) em que foi feita a coleta.
Exemplo: Se na mesma gleba temos duas amostras compostas, uma para a profundidade de 0–5 cm e outra para 5–20 cm, fazemos as seguintes etiquetas:
GLEBA A
|
Profundidade
0 – 5 cm
|
GLEBA
A
|
Profundidade
5 – 20 cm
|
As etiquetas devem ser bem fixadas no lado
de fora, em cada pacote plástico.
Colocar a amostra composta ou as amostras
compostas bem embaladas em uma caixa, junto com o endereço
completo da propriedade e telefone para contato.
O agricultor deve fazer, e guardar para si,
um croqui (desenho) da propriedade, localizando nesse croqui
o nome da(s) gleba(s) amostrada(s).
FONTE:
SQUIBA, L.M.; MONTE SERRAT, B.; LIMA, M.R. Como coletar corretamente amostras de solos para análises. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, Projeto de Extensão Universitária Solo Planta, 2002. (Folder).
http://www.soloplan.agrarias.ufpr.br/coletadesolo.htm
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