sábado, 20 de setembro de 2014

Apresentação em Santana do Mundaú de novas cultivares copa e porta - enxertos de citros gerados pela Embrapa

Autora: Valdelane Tenório (Engenheira- agrônoma e Gestora APL Fruticultura no Vale do Mundaú)


A Embrapa Mandioca e Fruticultura em parceria com o APL Fruticultura no Vale do Mundaú, estarão realizando uma palestra com apresentação de novas cultivares copa e porta - enxertos de citros gerados pela Embrapa.

Será no dia 22 de setembro, à partir das 09:00h, no auditório da Prefeitura de Santana do Mundaú. 

Essa palestra é muito importante para o futuro da citricultura na Região, visto que temos diversos problemas com pragas e doenças e, teremos a possibilidade de iniciar um processo de melhoria na fruticultura do Vale do Mundaú.


Parceiros: SEBRAE, SEPLANDE, SEAGRI, e EMATER- AL.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Nova Praga em Alagoas: Mosca Negra dos Citros (Aleurocanthus woglumi)

"Praga, que prejudica o desenvolvimento e a produção das árvores frutíferas e ornamentais, foi detectada em citros e mangueiras no bairro do Farol."

Considerada uma praga quarentenária, a Mosca Negra dos Citros (Aleurocanthus woglumi) foi encontrada na zona urbana de Maceió por técnicos da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e confirmada por análise laboratorial da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A praga, que prejudica o desenvolvimento e a produção das árvores frutíferas e ornamentais, foi detectada em citros e mangueiras no bairro do Farol.

Representantes do órgão ambiental do município, da Superintendência Federal da Agricultura em Alagoas (SFA-AL), da Ufal e das áreas particulares onde foram encontrados os focos da Mosca Negra se reuniram nessa terça-feira (12) com a Adeal para tratar do combate à mosca.

No encontro, que contou com a presença do superintendente do Ministério da Agricultura em Alagoas, Alay Correia, foi apresentado o protocolo oficial adotado no combate à praga. A ação consiste na eliminação das partes infestadas da planta, por intermédio de uma poda drástica, e no transporte de todo o material contaminado em ambiente fechado para ser incinerado.

“O objetivo do encontro foi sensibilizar todos os órgãos e debater ideias de como realizar as ações do protocolo de combate à praga”, explicou a gerente de Inspeção e Defesa Sanitária da Adeal, Maria José Rufino.




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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vaca brasileira bate recorde mundial na produção de leite

A vaca mineira de Uberaba a Indiana Canvas 2R, da raça girolando, bateu o recorde mundial de produção de leite ao produzir 115,20 quilos de leite em um único dia. O recorde anterior pertencia a uma vaca cubana chamada Ubre Blanca, que produziu 110,90 quilos de leite em um dia, em 1982.

 O recorde da vaca mineira Indiana Canvas 2R, ocorreu durante o 25º Torneio Leiteiro Nacional da Raça Girolando realizado no Parque Fernando Costa, em Uberaba.

Vídeo do Domingo Espetacular

FOTO
fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Bananeira produz dois cachos em Santana do Mundaú

Por: José Thales Pantaleão Ferreira (Eng. Agrônomo, Mestre em Ciência do Solo)

Em Santana do Mundaú na Fazenda Pantaleão foi encontrada uma bananeira que produziu dois cachos. O fato é pouco comum e muito raro de acontecer principalmente no Vale do Mundaú, porém vários casos são relatados no Brasil, a exemplo da bananeira com dois cachos em Primavera do Leste – MT; bananeira com três cachos em SãoPaulo - SP; bananeira com quatro cachos em Carlópolis – PR e até bananeira com cinco cachos em Luziânia – GO.

A produção de mais de um cacho de banana por uma bananeira é um caso chamado de dicotomia. Na dicotomia a gema apical (ponto de crescimento) divide-se uma ou mais vez e forma mais de um pseudocaule, que produzirá um cacho cada. Caso essa divisão ocorra mais de uma vez, podem ser produzidos três ou quatro cachos por pé.

Os cachos da bananeira que apresenta dicotomia, apresenta seus frutos com cor, sabor e textura idêntica as plantas de bananeira que não apresentam dicotomia. Porém, os cachos geralmente são pouco desenvolvidos, pois necessitam de maior quantidade de nutrientes que muitas das vezes não são supridos, reduzindo o desenvolvimento. É importante observar que a bananeira que apresenta dicotomia deve ser bem adubada, fazer o desbaste das brotações (filhotes) deixando apenas três plantas mãe, filha e neta, e a bananeira precisa ser escorada.
Vídeo


Fotos



Referências

Bananeira com dois cachos em Primavera do Leste – MT. Disponível em: <http://www.jornalodiario.com.br/TNX/conteudo.php?sid=206&cid=36083>, acessado em 20 de junho de 2014.

Bananeira com três cachos em São Paulo - SP. Disponível em: < http://abananaboat.blogspot.com.br/2011/07/raridade-pe-de-banana-com-3-cachos.html >, acessado em 20 de junho de 2014.

Bananeira com quatro cachos em Carlópolis - PR. Disponível em: < http://npdiario.com/noticia/10213/bananeira-surpreende-e-produz-quatro-cachos-em-carlopolis >, acessado em 20 de junho de 2014.


Bananeira com cinco cachos em Luziânia – GO. Disponível em: < http://globotv.globo.com/tv-anhanguera-go/jornal-do-campo-go/v/bananeira-com-cinco-cachos-chama-a-atencao-em-residencia-de-luziania-goias/2703445/>, acessado em 20 de junho de 2014.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Manejo Integrado de Pragas: gasto ou economia?


O produtor sabe que investir no manejo integrado de pragas exige o monitoramento constante da lavoura. Mas de quanto pode ser o retorno financeiro deste investimento? Foi em busca desta resposta que uma centena de pesquisadores e técnicos da extensão rural estiveram reunidos nos dias 10 e 11/06, na Embrapa Trigo, durante a “Avaliação das Unidades de Referência Tecnológica de Manejo Integrado de Pragas Safra 2013”.

“A Helicoverpa causou uma revolução no manejo das lavouras. Fomos obrigados a rever as nossas práticas e o uso de defensivos sem critérios técnicos, somente com base no calendário. Agora precisamos saber primeiro o que está causando danos na lavoura para então avaliar a melhor estratégia de controle, já que só aplicar inseticida não funciona mais. O prejuízo trouxe também o aprendizado!”, afirmou o técnico da Emater/RS Alencar Rugeri.

Para o técnico da Emater/PR, Nelson Harger, “o agricultor tem muita informação, mas pouco conhecimento. O modelo atual está voltado à máxima produtividade, que nem sempre considera a rentabilidade. Nosso papel aqui é fazer a ponte para que o produtor tenha sempre o melhor resultado”.

Resultados:

RS
No Rio Grande do Sul, foram monitorados 5 mil hectares (ha) de soja e milho na última safra, com abrangência em 200 propriedades. O Manejo Integrado de Pragas (MIP) contou com diversas estratégias, como armadilhas, identificação de insetos, controle biológico (distribuição de vespas), uso de defensivos seletivos e acompanhamento técnico junto ao produtor em áreas entre 2 a 5 ha, chamadas de Unidades de Referência Tecnológica (URTs). 

O esforço da Ascar-Emater/RS contou com mais de 200 extensionistas além de pesquisadores da Embrapa Trigo no acompanhamento e identificação das pragas. As capacitações em palestras e eventos a campo foram realizadas durante todo o processo, com apoio da Caravana da Embrapa para Ameaças Fitossanitárias no Brasil, que percorreu os principais polos produtores de grãos no Estado.

A principal dificuldade dos extensionistas foi convencer o produtor a não aplicar inseticidas nas URTs enquanto o nível recomendado pelo MIP não fosse atingido, o que acabou atrapalhando a mensuração dos resultados. Mas na propriedade da família Stapenhorst, com 12 ha em Roca Sales, RS, a condução de 2,5 ha de soja seguindo os preceitos do MIP trouxe resultados surpreendentes: o rendimento foi superior em 10 sacos de soja, um ganho direto de R$ 1.250,00 na área, além da economia com defensivos no investimento de 2 aplicações de inseticidas e apenas uma de fungicida, enquanto no resto da lavoura sem MIP foram necessárias 4 aplicações de inseticidas e 2 de fungicidas. Segundo o técnico da Emater/RS Municipal, Guilherme Miritz, no milho o rendimento foi semelhante na área sem monitoramento, mas o controle de pragas foi restrito a uma aplicação de inseticida. “Com a divulgação dos resultados, o produtor pretende fazer o controle em toda a área cultivada e os vizinhos já estão demandando o acompanhamento técnico. A meta do projeto é fazer com que o produtor domine a tecnologia e sirva como multiplicador do MIP”, explica Miritz.

PR
O acompanhamento no uso de inseticidas pela Emater/PR é realizado desde 1996 e mostra o crescimento constante no número de aplicações nas lavouras de verão: em 1996, eram 2,7 aplicações por safra; em 2014, o número passou para 4,6 aplicações. De acordo com o técnico Nelson Harger, a diversidade de produtos utilizados também é considerada alta, com média de 5,8 inseticidas na mesma safra.

A partir da implantação do MIP numa área de 100 ha, distribuídos em cinco propriedades, no município de Cambé, PR, foi possível reduzir as pulverizações com inseticidas em 68%. Nas mais de 100 URTs de soja instaladas no Estado (média de 24 ha cada), o número de aplicações de inseticidas caiu de 4,6 (média do PR) para 2,2 (média URT). Nas áreas que não foram acompanhadas, a primeira aplicação foi aos 25 dias da implantação da lavoura, enquanto que as áreas monitoradas com MIP só tiveram aplicações aos 57 dias. Nas contas da Emater/PR e dos parceiros do projeto “Plante seu futuro”, o custo por hectare com aplicações de inseticidas nas URTs foi R$ 143,7; enquanto o custo/ha na média das aplicações no Paraná foi de R$ 276,5 considerando gastos com inseticidas e mão-de-obra.

MT
As diferenças regionais e culturais na produção agrícola do Brasil exigem a adaptação dos processos de transferência de tecnologia, assim a agricultura familiar ganha grandes proporções no tamanho das propriedades do Centro-Oeste. No Mato Grosso, o MIP foi conduzido em apenas uma URT de 100 ha em Sinop, durante três anos, na propriedade de um formador de opinião. É o conceito de “Produtor Experimentador”, em prática pela Embrapa Agrossilvipastoril. A área foi dividida em duas partes iguais, com 50 ha sob o MIP e outros 50 ha conduzidos a critério do produtor Junior Ferla. Como resultados, os custos de produção reduziram em 5% na área com MIP, onde foram efetuadas 2 aplicações de inseticidas e uma de fungicida, enquanto a média na região foi de 5 a 8 aplicações. De acordo com o pesquisador Rafael Pitta, o produtor pretende estender o MIP para toda a área de soja em mais de 2 mil ha. Neste ano, estão previstas mais 10 URTs no Mato Grosso.

Avaliação final
De modo geral, na avaliação dos técnicos envolvidos no processo, o rendimento das lavouras de milho e soja conduzidas com MIP ficaram na média dos municípios ou acima, com a vantagem de redução no número de aplicações com inseticidas na maioria dos casos. “Este evento mostra que é possível a redução na utilização de agrotóxicos, no número de aplicações tanto em pequenas propriedades quanto em produção de grande escala. Provamos que o processo pode ser feito tanto com o monitoramento, quanto com o uso de produtos e agentes de controle biológico sem implicar em perdas no rendimento”, ressalta o Diretor Técnico da Emater/RS Gervásio Paulus.

Ainda, um dos aportes na divulgação do MIP foi a Caravana Embrapa para Ameaças Fitossanitárias, que percorreu o Brasil com conhecimentos sobre o MIP com mais de 30 especialistas, em 18 estados e capacitações para 6 mil multiplicadores. Segundo um dos coordenadores, Sérgio Abud, os maiores resultados da Caravana foram: mudança de comportamento nos agentes produtivos; redução no uso de inseticidas; preservação e identificação dos inimigos naturais; e retomada no uso do controle biológico de pragas.

FONTE: Agrolink

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pesquisadores chegam ao sequenciamento do genoma citros

Pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, da França, Itália, Espanha fecharam o sequenciamento do genoma citros. O trabalho, publicado na Nature Biotechnology, foi desenvolvido por um consórcio internacional que teve a participação de pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, e da Embrapa.
Com o genoma, a equipe espera possibilitar o desenvolvimento de estratégias para melhoramento de citros, incluindo a resistência ao huanglongbing (HLB) e outras doenças. "Esse é um resultado que está sendo perseguido há vários anos por toda a comunidade internacional que trabalha em pesquisa com citros. É um marco na história da pesquisa em citricultura", afirma o pesquisador do IAC Marcos Antonio Machado.
O grupo analisou e comparou as sequências do genoma de dez diferentes variedades de citros, incluindo laranjas, doce e azeda, toranjas e tangerinas. Os esforços dos cientistas têm o objetivo de aplicar ferramentas genômicas e novas abordagens para compreender como surgiram as variedades de citros e como elas respondem às doenças e a estresses ambientais, como o hídrico. Ao entender esse comportamento, a pesquisa poderá ser direcionada ao desenvolvimento de soluções para os desafios do setor citrícola.
"O objetivo desta pesquisa, primeiramente, foi gerar um genoma de referência de alta qualidade, para tanto utilizamos uma espécie haploide (apenas um cromossomo de cada par) de tangerina Clementina. Depois sequenciamos mais nove espécies de citros, incluindo laranja doce e tangerina", explica Machado. O estudo mostrou que as diversas variedades analisadas são derivadas de duas espécies de citros selvagens, existentes no Sudeste Asiático há mais de cinco milhões de anos.
Segundo Machado, a partir de agora a ciência tem novas ferramentas e um enorme banco de dados de informações genéticas e genômicas para abordar com mais segurança os trabalhos de melhoramento, como os que são realizados no Centro de Citricultura do IAC, em Cordeirópolis.
O trabalho, desenvolvido desde janeiro de 2009, abre portas para outros estudos. Com esse ponto de partida, é possível reproduzir as fases iniciais da domesticação, até então desconhecidas, por meio do uso de técnicas modernas de melhoramento e possibilitam o desenvolvimento de novas variedades.
As próximas etapas envolvem análises que possam levar a respostas sobre as diferenças nos genomas entre as espécies de citros. O genoma citros representa um diferencial, segundo Machado. "Temos uma excelente base genética e bons mapas genéticos que nos permitem aproveitar muito mais as informações geradas", diz.
Parte do financiamento do sequenciamento vieram de recursos de agências de fomento brasileiras, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de recursos do IAC e da Embrapa.
Os cientistas conseguiram levantar informações referentes a espécies cítricas que existiram há cinco milhões de anos. Segundo o documento do consórcio, uma dessas espécies selvagens deu origem à toranja cultivada, o maior fruto de citros, podendo pesar de 500 gramas a um quilo. As pequenas tangerinas, bem conhecidas do consumidor brasileiro e facilmente descascáveis, resultam de misturas genéticas de uma segunda espécie e da própria toranja. A laranja doce, a variedade de citros mais cultivada em todo o mundo, é um híbrido genético complexo de tangerina e toranja, presumivelmente responsável por suas qualidades únicas. A laranja azeda, importante porta-enxerto usado na citricultura brasileira no início do século XX, seria um híbrido interespecífico independente. Uma das sequências foi o genoma de referência de alta qualidade da tangerina Clementina.
A conhecida tangerina Ponkan também foi sequenciada com investimento do Inct. As análises revelaram que as toranjas representam uma espécie única de citros. Essa mesma afirmação não pode ser atribuída às tangerinas cultivadas, que há tempos foram consideradas livres de mistura com outras variedades. Na pesquisa, a comparação entre as sequências das chamadas tangerinas "tradicionais", como a cultivar asiática Ponkan e a cultivar mediterrânea Mexerica do rio, com tangerinas conhecidas para desenvolvimento de híbridos, concluiu-se que todos contêm segmentos do genoma de toranja. O genoma da tangerina "selvagem" Mangshan da China revelou que ela é uma exceção à regra, por ser uma espécie separada de outras tangerinas cultivadas.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Pragas podem ser ‘importadas’ com os estrangeiros

Agricultura de MT está em alerta para a Copa do Mundo. Cuiabá receberá grandes produtores mundiais e invasores podem vir na bagagem

Cuiabá, capital de Mato Grosso, que está recebendo as seleções da Austrália, Rússia, Japão, Coreia do Sul, Chile, Nigéria, Colômbia e Bósnia e Herzegovina para a Copa do Mundo de 2014, está em alerta, já que alguns desses países são grandes produtores mundiais de alimentos. Devido ao deslocamento de milhares de torcedores, as chances de alguma praga do campo chegar às principais regiões produtoras do Estado aumentam consideravelmente. 

Do ponto de vista do agronegócio, o Mundial de futebol, pode resultar em uma dor de cabeça para os produtores rurais brasileiros. Um levantamento encomendado pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), mostra que os 31 países classificados para a Copa do Mundo abrigam, juntos, mais de 350 pragas ainda inexistentes no Brasil. São insetos, ácaros, fungos e vírus que, se introduzidos nas lavouras, certamente trarão prejuízos e podem até impactar a produção nacional de alimentos nas próximas safras. 

Conforme a diretora da consultoria Agropec e autora do estudo, Regina Sugayama, o aumento do trânsito de pessoas entre países nos últimos anos tem ajudado a disseminar as pragas pelo mundo. Entre 1901 e 2014, 68 espécies de pragas exóticas foram detectadas no Brasil, sendo 20 delas somente nos últimos dez anos. "Às vésperas de grandes eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada é preciso reforçar a atenção em nossas fronteiras e aeroportos", afirma a pesquisadora. (Veja gráfico) 

De acordo com a Fifa, organizadora do evento, mais de 1,5 milhão de ingressos para a Copa do Mundo já foram vendidos ‒ 43% do total para torcedores de outros países. Serão centenas de milhares de turistas viajando pelo Brasil, o que aumenta consideravelmente a possibilidade de entrada de invasores. Apenas como referência, no período da Olimpíada de Pequim, em 2008, foram introduzidas 44 novas pragas na China. Dois anos depois, após os Jogos Asiáticos de Guangdong, foram identificadas mais 32 espécies invasoras.
 
Helicoverpa armigera
"É preciso ter um plano efetivo de combate e prevenção antes e durante a Copa do Mundo, pois uma vez que a praga entra, por não ter inimigos naturais nem produtos registrados para o combate, seu controle é muito complicado", afirma Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). "Ninguém imaginava que a Helicoverpa armigera poderia chegar ao Brasil. Pois ela chegou e em um ano já causou um prejuízo bilionário. Precisamos barrar a entrada de novas Helicoverpas", diz o executivo. A lagarta, que neste ano completou sua segunda safra no Brasil, ainda segue assustando os produtores. A praga, aliada aos fatores climáticos, foi responsável por perdas de produtividade na safra 2013/14, no Estado, além de ter ampliado consideravelmente os custos de produção pela maior necessidade de inseticidas. A Helicoverpa está sendo controlada sem o uso de moléculas específicas, como o benzoato de Emamectina, produto que teve uso proibido no país. 

MAPA – Conforme o Ministério da Agricultura, houve reforço da fiscalização tanto na importação de produtos de origem animal e vegetal, de procedência estrangeira, para utilização ou consumo pelas organizações, delegações, instituições e entidades indicadas pela Fifa. Em relação aos turistas, equipes de servidores estão nos principais aeroportos internacionais realizando fiscalização conjunta com órgãos de controle migratório. (Com assessoria) 

FONTE: Diário de Cuiabá por MARIANNA PERES 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Helicoverpa armigera é identificada em Alagoas

A Gerência de Inspeção e Defesa Sanitária Vegetal da Agência Defesa Agropecuária Estadual de Alagoas (Adeal) acompanhou, na sexta-feira (13) a destruição de uma área de plantio de feijão com suspeita de ter sido atacada pela lagarta Heicoverpa armigera. A ação foi realizada em uma área de 10 hectares, no povoado de Genipapo, município de Limoeiro de Anadia. Contudo, a praga realmente trata-se da lagarta Heicoverpa armigera, conforme foi confirmado pela Eng. Agrônoma Jakeline Santos (Doutoranda em Proteção de Plantas da UFAL) em entrevista à Gazeta deAlagoas.

Click aqui para assistir a entrevista Eng. Agrônoma Jakeline Santos (Doutoranda em Proteção de Plantas da UFAL) à Gazeta de Alagoas.



O que é?
Helicoverpa armigera é uma lagarta identificada recentemente, que tem surpreendido produtores e pesquisadores pelo seu poder de destruição, causando prejuízos, principalmente, às lavouras de milho, soja e algodão.



Por que essa praga é tão preocupante para os produtores?
A Helicoverpa armigera apresenta cinco características importantes:
• alto grau de polifagia, atacando várias espécies de interesse econômico, mas também hospedeiros selvagens;
• alta capacidade de dispersão dos indivíduos voadores (mariposas);
• alto potencial biótico, ou seja, elevada capacidade de reprodução e sobrevivência;
• potencial de desenvolvimento de resistência a inseticidas;
• plasticidade ecológica, ou seja, alta capacidade de adaptação a diferentes ambientes, climas e sistemas de cultivo.

Quais culturas podem ser atacadas pela lagarta?
Existem relatos de mais de cem espécies de plantas que podem ser hospedeiras e atacadas pela Helicoverpa armigera, inclusive culturas comerciais, como feijão, soja, algodão, milho, tomate, cana-de-açúcar e amendoim.

Como a Helicoverpa armigera chegou ao Brasil?
Ainda não há informações sobre isso. Um grupo de pesquisa liderado pela Embrapa atuou na identificação da espécie da praga e na proposição de medidas de controle. Novos estudos de DNA estão em andamento para identificar a origem das lagartas encontradas no País. Isso é importante para ampliar o conhecimento sobre essa praga, que resulte em práticas de manejo mais eficientes.

Quando foram registrados os primeiros relatos de ataques da lagarta?

Em dezembro de 2012, a Embrapa recebeu solicitações de agricultores sobre uma lagarta que não conseguiam controlar. A partir daquele momento, a primeira atitude foi saber qual era o problema. Algumas hipóteses foram levantadas: poderia se tratar de uma espécie que se tornou resistente à tecnologia transgênica, ou poderia ser a lagarta da espiga do milho, Helicoverpa zea, que já existia no Brasil e que estaria fora de controle, ou, ainda, poderia ser a Helicoverpa gelotopoeon, vinda da Argentina.

Para maiores informações sobre a Helicoverpa armigera, acessar o site da EMBRAPA (http://www.embrapa.br/alerta-helicoverpa)

FONTE: Ministério da Agricultura (http://www.agricultura.gov.br/combatehelicoverpa)

domingo, 8 de dezembro de 2013

Santana do Mundaú terá um Eng. Agrônomo da EMATER/AL para prestar assistência técnica aos agricultores

Seleção para extensionista da EMATER/AL

O Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (EMATER/AL) está realizando seleção para contratação de profissionais com formação em agronomia, assistência social, zootecnia e técnicos agrícolas ou agropecuários com experiência comprovada em extensão rural.

O edital para seleção de profissionais para EMATER/AL foi publicado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e se encontra disponível em seu site (http://sacte.fapeal.br/chamada/detail/49).

As cidades que serão contempladas com profissionais da EMATER/AL são: Água Branca, Anadia, Arapiraca, Cacimbinhas, Campo Grande, Canapi, Coité do Nóia, Coruripe, Craíbas, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Feira Grande, Girau do Ponciano, Igaci, Igreja Nova, Inhapi, Jaramataia, Junqueiro, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, Maceió, Major Isidoro, Maravilha, Mata Grande, Palmeira dos Índios, Passo do Camaragibe, Pão de Açúcar, Penedo, Santana do Ipanema, Santana do Mundaú, São José da Tapera, São Miguel dos Milagres, São Sebastião, Taquarana e Teotonio Vilela.

Entre os pré-requisitos estão conhecimentos e habilidades em implantação e manejo de sistemas agroflorestais com agricultores familiares, manejo florestal comunitário e familiar, técnicas e práticas de proteção, conservação e uso de água para consumo humano e para produção agrícola e animal, produção das principais cadeias produtivas da agricultura familiar na área do projeto, métodos e metodologias participativas de Ater (planejamento, monitoramento e avaliação de projetos), entre outros.

A carga horária das bolsas de nível técnico e técnico superior é 40 horas semanais. A previsão de publicação do resultado final da seleção será no dia 07 de fevereiro de 2014. 

Para maiores detalhes baixe o  EDITAL FAPEAL/SEAGRI Nº 008/2013 clicando AQUI



FONTE: EMATER/AL (http://www.emater.al.gov.br)


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

PF prende suspeito por extração ilegal de areia em Santana do Mundaú-AL


A Polícia Federal de Alagoas prendeu em flagrante, nesta terça-feira (26), um homem suspeito de extração ilegal de areia nas margens do Rio Mundaú em Santana do Mundaú, interior de Alagoas. Ele foi ouvido na sede da PF em Maceió e autuado por crime ambiental.

Apesar de ser área de responsabilidade estadual, a PF ficou encarregada do caso devido ao dano que este tipo de ação pode causar ao patrimônio da União, segundo o delegado da Polícia Federal, Antônio Miguel.


O proprietário das máquinas de extração permanecerá recolhido no sistema prisional  até que uma autoridade judicial autorize sua soltura, de acordo com o delegado. O delegado informou ainda que o crime está previsto nos art. 55 da Lei 9605 e art. 20 da Lei 8176/91 e não cabe fiança.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Agricultura decreta emergência na Bahia por causa de praga em lavouras

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no oeste da Bahia, por causa da praga Helicoverpa armigera, lagarta que causa prejuízo principalmente às lavouras de milho, soja e algodão. O anúncio foi publicado no Diário Oficial da União. A declaração de emergência tem validade de um ano.


O estado de emergência permite rapidez na adoção de medidas em casos que necessitem de controle imediato de pragas. O governo da Bahia terá autoridade para adotar ações de controle à lagarta nos próximos dias, que serão detalhadas no Diário Oficial ainda nesta semana.
A declaração de emergência fitossanitária ou zoosanitária foi regulamentada este ano, por meio de decreto do Poder Executivo.  A legislação prevê, inclusive, autorização para uso de agrotóxicos. No entanto, não podem ser usados produtos que causem graves danos ao meio ambiente ou para os quais o Brasil não disponha de métodos de desativação de componentes.

Também hoje, o Ministério da Agricultura declarou oficialmente 24 municípios de Minas Gerais áreas livres da praga Sigatoka negra, que atinge as folhas da bananeira. Com a concessão do status, sobe para 86 o total de municípios mineiros autorizados a comercializar plantas e frutos da bananeira para qualquer local do país.

FONTE: JORNAL DO BRASIL (http://www.jb.com.br)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Projeto de produtores de laranja lima é selecionado em edital de apoio à microindustrias

Por: Taynara Pretto

Associação que faz parte do APL Fruticultura do Vale do Mundaú utilizará verba para construção de minifábrica de beneficiamento de frutas

A Associação Agroecológica do Vale do Mundaú (Ecoduvale), integrante do Arranjo Produtivo Local (APL) Fruticultura do Vale do Mundaú, foi uma das aprovadas pelo Edital de Convocatória de Seleção de Propostas para Apoio a Microindústrias, lançado pela Desenvolve – Agência de Fomento de Alagoas. Os R$ 60 mil disponibilizados pelo edital serão utilizados para o término da construção da minifábrica de beneficiamento de laranja lima orgânica, localizada no município de Santana do Mundaú, e para a aquisição das máquinas necessárias para o seu funcionamento.
A produção de frutas, principalmente da laranja lima, em grande quantidade e qualidade, foi o ponto decisivo para a realização de uma capacitação dos produtores na desidratação da fruta. Esse processo direciona a casca da fruta para a produção de doce seco, e faz surgir dois produtos de uma única fruta. A partir dessa capacitação os produtores da Ecoduvale iniciaram uma pequena produção artesanal, feita em casa, que comprovou o aprendizado.
“O potencial de venda das frutas desidratadas é grande e possui um valor agregado alto. O quilo da laranja lima desidratada está sendo vendido a R$ 36,00, considerado ainda um valor baixo, o que demonstra a viabilidade do negócio. Além disso, vale ressaltar ainda o perfil empreendedor deste projeto, que tem como objetivo implantar uma unidade de beneficiamento de frutas e outros produtos agroecológicos para a desidratação e produção de doces secos”, alega Valdelane Tenório, gestora do APL.
A pequena quantidade produzida tem servido para despertar o interesse de alguns compradores, como supermercados de Maceió e até de São Paulo. Entretanto, o mercado local ainda não pode ser atendido pela falta de uma produção contínua e a construção da minifábrica irá sanar essa dificuldade, aumentando a produção e agregando maior valor ao produto.
Há dois anos os produtores associados à Edocuvale decidiram iniciar a construção da minifábrica para a produção de doces secos, com investimento próprio. Sem a contribuição do Edital, o termino da construção levaria, no mínimo, mais dois anos.
O APL Fruticultura no Vale do Mundaú integra o Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL), que é coordenado pelo governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), em parceria com o Sebrar/AL.

FONTE: Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico - SEPLANDE

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Evolução Recente da Agroindústria Canavieira

Por: José Francisco Oliveira de Amorim, Administrador e Mestre em Economia Aplicada pela UFAL.

O setor canavieiro consiste na atividade industrial mais antiga do Brasil, tendo acompanhado o desenvolvimento econômico e social da nação. A importância deste setor é extremamente relevante para a indústria brasileira, devido ao nível de competitividade e modernidade.

            Diversos programas foram desenvolvidos com a finalidade de contribuir para a evolução do setor canavieiro, dando impulso ao alargamento. Com a eleição de um novo governante em 2002, foi mantida a estabilidade econômica e política do país, os produtores do setor canavieiro passaram a desenvolver competências técnicas com o objetivo de aumentar a eficiência técnica de sua produção, buscando a reformulação da estrutura organizacional das usinas com a finalidade de manter maior coordenação setorial.

Destaca-se ainda que o setor canavieiro passa por um novo momento, com o “renascimento do setor” a partir do lançamento do motor flex fuel com sistema desenvolvido pela Bosch. Essa tecnologia se popularizou rapidamente e aumentou o consumo de etanol, estudos indicam que se o preço do etanol for abaixo de 70% do preço da gasolina é mais vantajoso abastecer o veículo com etanol. O poder de compra do consumidor foi elevado e a interrupção do combustível verde é praticamente nula, durante esse período passa a existir uma mudança no mix de produção de etanol anidro para etanol hidratado. Em 2005 as vendas de veículos flex fuel passam a ser 60% das vendas de veículos 0 km, em 2007 é registrado que 85% das vendas de 0 km são de veículos que possuem a tecnologia flex fuel.


A produção de açúcar não ficou para trás, esta apresentou uma forte elevação, pois passou de uma produção inferior a10 milhões de toneladas (1990), para 30 milhões de toneladas (2007/2008). Neste período ocorreu o maior aumento de consumo dos últimos dez anos, impulsionados por políticas do governo federal de redistribuição de renda, como Fome Zero e o Bolsa Família. Isto é verificado a partir do consumo, pois as famílias de baixa renda passaram a consumir mais produtos industrializados e a indústria de alimentos e bebidas corresponde ao principal consumidor de açúcar do Brasil.

O Brasil ainda se mantém como o primeiro exportador de açúcar mundial, pois seus concorrentes enfrentam problemas ligados à água, terra e estrutura agrária. O salto de produção tanto de açúcar como de álcool, foram motivados com a implementação do Proálcool, o que possibilitou intenso desenvolvimento tecnológico para produção, logística e uso final. A conexão entre os setores público e privado arquitetou a nova configuração do setor, com isso, o Brasil alcançou alguns patamares: maior produtor de cana de açúcar, maior produtor de etanol com a expansão da indústria para vários estados do Brasil, com destaque para Nordeste e Sudeste. Além disso, o país retomou a produção de veículo movidos a álcool, entretanto, são veículos híbridos denominados carros flex.

Estas ações favoreceram o avanço tecnológico do setor, levando ao desenvolvimento de dois novos setores além do tradicional: o energético – com o surgimento de empresas que trabalham com a geração de biomassa a partir do bagaço e palha da cana de açúcar e o setor sucroquímico.

Esta configuração proporcionou a formação de novas estruturas de governança, com estruturas de capital puramente nacional e/ ou com participação de capital estrangeiro. Os grupos estabelecidos procuraram se organizar e adicionar novas tecnologias ao mercado, sobrepondo-se a anterior utilizada pelo Estado.
            O setor experimenta ainda um crescimento, contudo, ainda apresenta valores abaixo da demanda potencial interna e externa por açúcar e álcool. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor proporciona três fatores: aumento do consumo interno, devido ao sucesso dos veículos flex, demanda mundial por álcool, devido à qualidade ambiental por ser obtido por meio da biomassa e por último, exportação crescente, dado a competitividade brasileira e redução de subsídios à exportação concedidos por países da União Europeia (UE), em concordância, existe uma diferença na produção de açúcar da cana da produção de açúcar de beterraba, isto favorece o aumento da competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional.

Entretanto existem alguns fatores que devem ser considerados, o setor ainda sofre com as mudanças institucionais, o setor dividiu-se em regiões geográficas, historicamente a auto-regulação sempre foi um problema. Mesmo com a redução dos preços relativos e extinção das cotas de produção – promovidas pelo Proálcool – e a forte alteração da dinâmica tecnológica, a abertura promovida com a desregulamentação favoreceu a formação de cisões, apesar disso, ainda existem empresas independentes que tentam manter-se no mercado, outro ponto que também é destaque de problemas é a conversa com trabalhadores e grupos sociais que se torna mais difícil a cada dia.

A desregulamentação não só impactou como também deixou o setor mais vulnerável a ações externas, a saída passou a ser criação de novas estruturas produtivas ou fusões, além da migração por parte de alguns grupos econômicos do nordeste canavieiro para o centro-sul concentrado.

A concentração da atividade nessa região está promovendo o crescimento do setor, pois nessa região existem terras que ainda não foram cultivadas e apresenta-se de forma plana, contribuindo com o melhor aproveitamento do plantio e colheita, dados do portal unicadata comprovam que o crescimento da produção de açúcar e álcool brasileira é sustentado pela produção da região Centro-Sul.

A configuração de oligopólio competitivo (presença de alguns grupos econômicos e grande quantidade de empresas) aliada à concentração produtiva em uma região fornece subsídios necessários para o desenvolvimento de outras atividades que podem surgir devido à junção de vários agentes e de capital externo, contribuindo com novas combinações, como destaque, identifica-se a atividade de cogeração de energia elétrica realizada por algumas usinas.

Estima-se que em 2030, a produção de cana-de-açúcar possa chegar a 1,140 bilhões e a estimativa da produção de biomassa da cana para geração de energia chegue a 313,5 milhões, ressaltando a importância dessa atividade, a cogeração de energia a partir do bagaço e da palha deve deixar de ser um subproduto e passar a ser uma terceira fonte de negócios, diante de um amadurecimento do mercado e por pressões ambientais.

Dessa forma, a atividade de cogeração surge como uma saída para os problemas de falta de energia e apagões, proporcionando ainda uma matriz energética limpa, tornando o setor canavieiro atraente a investimentos.




terça-feira, 20 de agosto de 2013

Homenagem ao mais novo Doutor do Vale do Mundaú - Dr. Carlos Jorge

A equipe do Vale do Mundaú Agrícola presta uma homenagem ao jovem Carlos Jorge oriundo da zona rural de União dos Palmares-AL, que ontem (19/08/2013) defendeu sua TESE de DOUTORADO no Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" em Botucatu – SP, na área de Melhoramento Genético de Plantas. 

Carlos Jorge concluiu o ensino médio na Escola Estadual Carlos Gomes de Barros em União dos Palmares-AL, cursou Agronomia na Universidade Federal de Alagoas, cursou Mestrado em Produção Vegetal na Universidade Federal de Alagoas e agora Doutor em Agronomia na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" em Botucatu – SP, na área de Melhoramento Genético de Plantas. 

Este fato é muito importante para todo Vale do Mundaú, pois teremos em nossa região uma pessoa muito capacitada que poderá vim a desenvolver novas variedades de Laranja Lima e outras culturas agrícolas para região, mesmo que não esteja fisicamente trabalhando em União dos Palmares ou em outra cidade do Vale do Mundaú.


Parabéns Dr. Carlos Jorge por sua conquista, você é um grande vencedor.

Dr. Carlos Jorge defendendo sua TESE de DOUTORADO.


sábado, 17 de agosto de 2013

Uso da fertirrigação em citros

Os efeitos do uso da fertirrigação em citros têm sido diferentes dependendo do porta-enxerto, das condições edáficas e das diferenças ambientais. Ainda não há consenso entre os trabalhos produzidos a respeito da viabilidade da fertirrigação como tecnologia para aumento da produtividade dos citros. Diversos trabalhos relatam o aumento na produtividade pelo uso de fertirrigação, mas outros não têm mostrado o mesmo efeito. De qualquer forma, a fertirrigação é aconselhada para citros, no caso de já existir o sistema de irrigação implantado, visto que o acréscimo de um injetor de fertilizante e do uso da tecnologia, certamente será, no mínimo, compensada pela economia de mão de obra que seria usada na adubação convencional.

A fertirrigação objetiva o uso racional dos fertilizantes na agricultura irrigada. Entre as vantagens da fertirrigação pode-se destacar (Frizzone et al., 1985 citador por Coelho et al., 2004):

1) minimiza o trabalho de aplicação do fertilizante;
2) economia e comodidade de aplicação;
3) distribuição e localização do fertilizante mais próximo da planta;
4) ajuste às diferentes etapas de desenvolvimento das plantas;
5) eficiência de uso e economia de fertilizantes;
6) controle da profundidade de aplicação;
7) melhor controle sob a quantidade aplicada;
8) favorece aplicação de micronutrientes; e
9) preservação da qualidade das águas subterrâneas.

Entre as limitações destacam-se:

1) envenenamento e contaminação de água potável;
2) não aplicável a todo tipo de fertilizante;
3) possibilidade de entupimento dos emissores de água;
4) corrosão;
5) necessidade de mão-de-obra qualificada;
6) incompatibilidade entre diferentes formas de fertilizantes.


Vídeo explicativo sobre Uso da Fertirrigação - Conceitos e vantagens, produzido na UNESP Ilha Solteira, em reportagem do Programa Revista Rural. (Duração 21 min).




FONTE: COELHO, E.F.; MAGALHÃES, A.F.J.; COELHO FILHO, M.A. Irrigação e fertirrigação em citros. Cruz das Almas-BA: EMBRAPA, 2004. 16 p. (Circular Técnica, 72). Disponível em: <http://www.cnpmf.embrapa.br/publicacoes/circulares/circular_72.pdf> acessado em 17/08-2013.




quinta-feira, 15 de agosto de 2013

9º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva (12 a 15 de agosto de 2014)


A Associação Brasileira de Captação, Manejo e Aproveitamento de Água de Chuva – ABCMAC, a Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS e a Universidade Federal do Recôncavo Baiano juntamente com instituições parceiras, comunicam a realização do 9º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva, cujo tema central será Água de Chuva: segurança hídrica para o século XXI, a realizar-se na UEFS (Feira de Santana - BA) entre os dias 12 a 15 de agosto de 2014.

Coordenador do 9º SBCMAC - Eduardo Cohim

Informações: 9sbcmac@gmail.com

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

10 anos do Programa Bolsa Família: Keynes e o Bolsa Família



Autores: Alonso Barros da Silva Jr - Mestrado em Economia pela UFAL
                Fábio Correia - Mestrado em Economia pela UFAL


Segundo o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome), o Programa Bolsa Família (PBF) é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o País. O Bolsa Família integra o Plano Brasil Sem Miséria (BSM), que tem como foco de atuação mais de 16 milhões de brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$ 70 mensais, e está baseado na garantia de renda, inclusão produtiva e no acesso aos serviços públicos.

De acordo com dados do próprio governo federal, o Programa atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional de acordo com o perfil e tipos de benefícios: o básico, o variável, o variável vinculado ao adolescente (BVJ), o variável gestante (BVG) e o variável nutriz (BVN) e o Benefício para Superação da Extrema Pobreza na Primeira Infância (BSP). Os valores dos benefícios pagos pelo PBF variam de acordo com as características de cada família, considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, nutrizes e de componentes da família.

O PBF é um programa de renda mínima que se transformou no instrumento mais eficiente de combate à pobreza e a melhor forma de proteger a remuneração daqueles que, de outra forma, ganhariam muito pouco, protegendo contra privações físicas severas e garantindo que o mínimo de meios de subsistência deve ser dado a todos.

É errôneo afirmar que o PBF é um programa que visa perpetuar a miséria e desestimular as pessoas a trabalharem, até porque, mais de 70% dos beneficiários adultos do Programa Bolsa Família trabalham, mas percebem uma renda insuficiente para superar a linha da pobreza, por isso continuam a receber o beneficio. É importante observar não só a importância econômica de um programa como este, mas também sua importância social, pois ele ajudou a reduzir a exploração de mão de obra, principalmente em relação aos cortadores de cana-de-açúcar, que deixaram de se sujeitar a qualquer tipo de atividade por qualquer valor, além de ter sido um programa que ajudou a elevar o valor do salário mínimo e a diminuir o êxodo rural.

Segundo o MDS, em mais de 90% dos casos o recurso do PBF é pago as mulheres, mães de família que gastam o dinheiro na compra de alimentos, remédio e vestuário, ou seja, bens de primeira necessidade, desmitificando assim a idéia de ser um programa que visa sustentar a vagabundagem.

O Programa Bolsa Família (PBF) está completando 10 anos de existência com um orçamento de 24 bilhões de reais, e é um programa de cunho “Keynesiano” e tem como objetivo fortalecer e dinamizar os Estados da federação, especialmente aqueles Estados ou Municípios com pouca ou nenhuma mobilidade econômica, além da sua importância social, como já dito anteriormente. 

John Maynard Keynes, economista inglês, nasceu em 5 de junho de 1883, em Cambridge, morrendo a 21 de abril de 1946, em Firle, Sussex. Após doutorar-se em matemática, em Cambridge, e é considerado por muitos o maior economista de todos os tempos, logo após ter criado a maior de todas as suas obras, A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, em 1936, que exerce um papel de maior importância na literatura econômica e serve de guia de orientação para a maioria dos países capitalistas desde a sua publicação, principalmente devido a severa crise econômica por qual esses países atravessavam.

A teoria de Keynes funda-se no Welfare State, ou Estado de bem estar social, que defendia a intervenção do Estado nas atividades econômicas de modo a suprir as carências ou deficiências existentes, uma vez que a integração do Estado com a sociedade no sentido de produção, distribuição e consumo de bens fortificam a economia. 

Desse modo, as políticas sociais, muito além de meras ferramentas compensatórias, despontam no intuito de reduzir vulnerabilidades sociais, criando condições para a autonomia da sociedade e atuando sobre variáveis chaves necessárias ao desenvolvimento humano e por consequência, econômico. 

Assim, os gastos realizados com o bem estar social, seriam então, investimentos na forma de capital humano, o que se manifestaria eventualmente através do incremento da riqueza nacional. Tal processo ocorre devido a certos elementos de grande importância apresentados por Keynes, dentre os quais, a demanda agregada e o efeito multiplicador ocupam posição central. 

Portanto, o PBF tem uma importância relevante para o aumento (incremento) na demanda agregada, através da distribuição de renda que ele proporciona, fazendo aquecer a economia e criando um circulo virtuoso, que beneficia, em especial, as economias locais, gerando ainda mais renda, emprego e por consequência, aumentando a arrecadação dos governos, na forma de tributos.

O multiplicador, por sua vez, mostra que em uma economia com recursos que não estejam sendo utilizados, o aumento de algum componente da demanda agregada (consumo, investimento privado, gastos do governo e exportações líquidas) levará a um aumento mais que proporcional na renda nacional, ou seja, os recursos utilizados pelo governo federal no bolsa família, que não representam nem 0,5% do PIB, retorna para o Estado, na forma de impostos, em valores mais que proporcionais aqueles recursos investidos.

A população pobre, dependente do bolsa família, tem uma propensão marginal a consumir muito elevada, ou seja, esta mesma população que recebe os recursos do programa gastam tudo o que recebem, com isso, tem a possibilidade de aquecer a economia e dinamizar diversos setores, graças ao seu poder de consumo, gerando assim, cada vez mais renda e criando cada vez mais empregos no seio da sociedade. Com isso é claro observar que o PBF é um programa de estímulo ao consumo e, por tanto, de crescimento econômico.

Vale ser observado que não é do interesse dos autores propor a eternização deste programa de cunho social, mas, mostrar sob a ótica da teoria keynesiana, a sua importância para a melhor condição de vida de uma parcela da sociedade que não tem condições de superar a pobreza, e que para que isso ocorra é fundamental que as privações de capacidades sejam sanadas o mais rápido possível. Para que as pessoas menos privilegiadas financeiramente possam sair da miséria, é importante que sejam dadas condições para isso, ou seja, acesso a educação de qualidade, segurança, saúde e saneamento básico, caso contrário, estes indivíduos continuarão a depender de programas sociais, que para muitos é uma afronta e um desrespeito a igualdade de direitos, mas para outros é o mínimo necessário para sobrevivência.