Mostrando postagens com marcador Documentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Documentos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PRODUTORES DE COCO DO CE INVESTEM NO APROVEITAMENTO DA CASCA


Estado é o terceiro maior produtor de coco do Brasil.
Com tanta matéria-prima disponível, o ganho é garantido.

O valor comercial e nutritivo da água de coco e da polpa do fruto, não é novidade, mas e o restante?
Com tanta fruta disponível, dá para imaginar a quantidade de resíduo que seria jogado fora.

Nas cidades litorâneas, como Fortaleza, os resíduos do coco representam 70% do lixo que fica depositado nas orlas, por isso é tão importante incentivar as parcerias com indústrias que fazem o beneficiamento.

A aposta é no valor agregado de outros produtos extraídos a partir da casca do coco. Há 10 anos, uma bioindústria no litoral do Ceará beneficia aproximadamente 300 caminhões de casca seca recolhidos dos produtores da região.

Dois produtos podem ser extraídos: o substrato e a fibra, que rende por mês 150 toneladas. Um equipamento foi desenvolvido especialmente para separar os dois componentes. A fibra passa por um processo simples e já pode ser comercializada. O principal uso é na jardinagem.

Já o substrato precisa ser moído e peneirado para ser transformado em mantas empregadas em diversos segmentos, como revestimentos de painéis de carros e forros de bancos e como isolante térmico e acústico na construção civil. Depois de lavado e enriquecido com nutrientes, o substrato pode ser usado também em bandejas de germinação ou em vasos, xaxins e tubetes, que substituem os saquinhos de mudas.

Com a proposta de discutir a cadeia produtiva da fruta e o beneficiamento da casca, Fortaleza sedia, esta semana, a Feira Nacional do Coco.

Adriano Albuquerque, agrônomo da Embrapa e palestrante da feira, fala sobre a importância da utilização do substrato do coco na agricultura.

Fonte: Globo Rural

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Etanol de tequila pode ser solução para o Nordeste, acredita Ministro

Em viagem à Austrália, ministro Fernando Bezerra Coelho conhece a agave, planta usada para produzir tequila e biocombustível

   Divulgação
"A agave, matéria-prima da tequila, já é utilizada como fonte energética para a produção de etanol na Austrália".
 
A agave, planta utilizada para a produção da tequila, bebida típica mexicana, pode ser usada também para a produção de biocombustível no Brasil, acredita o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. O ministro e uma comitiva do ministério estão na Austrália, país que já utiliza a planta como matéria-prima do etanol. Coelho acredita que a planta poderia ser uma alternativa viável para a produção de etanol na região Nordeste.

Para viabilizar a utilização da planta como fonte energética, o ministério, através da
Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (Codesvasf) vai buscar parcerias com a Embrapa para elaborar pesquisas mais aprofundadas sobre o cultivo da agave no Brasil. Dados coletados pelos técnicos da comitiva indicam que a planta, quando cultivada para a produção do biocombustível, apresenta produtividade por hectare superior à da cana-de-açúcar.

Outra vantagem, segundo a comitiva do Ministério da Integração Nacional, é o que o agave possui
aptidão para regiões de clima semi-árido.

Além de tomar conhcimento sobre pesquisas de novas matérias-primas que poderiam estimular a produção brasileira de etanol, a comitiva do Ministro Fernando Bezerra Coelho visitou propriedades australianas em busca de novas técnicas de uso sustentável de água e como elas poderiam ser aplicadas na agricultura brasileira. Nesta quarta-feira (24/08), a comitiva conheceu as instalações de infraestrutura hídrica e de
cultivo de cana-de-açúcar e hortaliças em Ayr, cidade próxima a Townsville, na região Nordeste da Austrália.

Nesta região, a produção de cana-de-açúcar é superior a 200 toneladas por hectare. "Aqui, podemos ver alternativas interessantes e úteis de manejo de água com o emprego de técnicas baratas e, ao mesmo tempo,inovadoras", destacou o ministro. Segundo ele, na Zona da Mata do Nordeste, a produtividade de cana-de-açúcar é de 70 a 80 toneladas por hectare. No Vale do São Francisco,

porém, existem propriedades que alcançam 125 toneladas de cana por hectare, como no caso da Agrovale.
A comitiva do Ministério da Integração Nacional viajou à Austrália a convite do Banco Mundial. A viagem, segundo a assessoria do ministro, termina nesta sexta-feira (26/08).

FONTE: Globo Rural on line (por Viviane Taguchi)

Girassóis absorvem radiação após crise nuclear no Japão

Milhões de flores são plantadas nas áreas atingidas; mesmo procedimento foi utilizado em Chernobyl

José Medeiros
"As sementes de girassol estão sendo distribuídas por monges budistas em Fukushima"
 
Quase seis meses após o tsunami que atingiu o Japão, a população ainda sofre com a presença de radiação em algumas regiões. Uma solução encontrada para diminuir os efeitos e retirar toxinas do solo foi plantar girassóis nessas áreas. Milhões deles.

Segundo informações da rede de televisão americana MSNBC, a planta, conhecida por absorver as toxinas do solo, está sendo plantada em todos os cantos da província de
Fukushima, entre os prédios, nos quintais e perto da usina Daiichi, local severamente afetado pelo desastre que atingiu o país.

Praticamente 80 mil pessoas foram forçadas a evacuar suas casas depois da onda de radiação liberada pelas usinas nucleares atingidas pelo tsunami. Um raio de cerca de 50 quilômetros ao redor da usina Daiichi ainda está contaminado. Mais preocupante que isso, a radiação foi encontrada em produtos agrícolas plantados até 100 quilômetros de distância da usina, fora da área de evacuação obrigatória.


As sementes de girassol estão sendo distribuídas por
Koyu Abe, monge chefe de um templo budista local. O templo já distribuiu pelo menos 8 milhões de sementes da flor e 200 mil outras plantas, como amaranto e mostarda do campo, que também absorvem radiação.

Essa não é a primeira vez que girassóis são usados para recuperar áreas atingidas por radiação. Depois do acidente de
Chernobyl, na Ucrânia, a flor era plantada entre hortaliças em hortas particulares.

FONTE: Globo Rural On-line

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ABRIGADOS HAITIANOS APRENDEM SOBRE CULTURA DA BANANA COM A EMBRAPA

Aracaju/SE

“A experiência foi um ‘barato’, maravilhosa! Não tenho sequer palavras para explicar, e nunca vou esquecer o que aprendi no Brasil. Conseguimos aproveitar bastante e vamos aplicar o que aprendemos aqui quando voltarmos ao Haiti”.
Foi essa a opinião entusiasmada do estudante de administração e filho de agricultores, Simon Matador, sobre o curso de cultura da banana promovido pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) na quarta e quinta-feira (17 e 18). Natural de Jacmel, no sudeste do país, Simon foi um dos 36 abrigados haitianos que participaram da capacitação.
Os haitianos buscaram abrigo no Brasil após o grande terremoto que devastou seu país em 2010, e foram acolhidos no assentamento Moacyr Wanderlei, no povoado Quissamã, em São Cristóvão, na Grande Aracaju. Nos últimos meses, eles vêm participando de cursos e treinamentos no campus de São Cristóvão do Instituto Federal de Sergipe (IFS).
Com caderno e caneta na mão, olhos e ouvidos atentos e muitas perguntas feitas em ótimo português para quem está há pouco tempo no Brasil, os jovens haitianos passaram a quarta-feira no auditório da Embrapa em Aracaju. Foi o momento de conhecer na teoria os principais aspectos fitotécnicos do cultivo da banana, como produção de mudas, principais cultivares, plantio, adubação e tratos culturais, pragas e doenças, além de colheita e pós-colheita.
Os pesquisadores da Embrapa Tebuleiros Costeiros, Ana Lédo, Leandro Diniz, Adenir Teodoro e Carlos Martins, da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Aparecida de Araújo, e da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), Frederico Oliveira, fizeram apresentações bem detalhadas sobre a cultura e tiraram todas as dúvidas.

Prática em campo
Na manhã de quinta-feira foi a vez da parte prática. Os haitianos, acompanhados pelo professor de fruticultura do IFS, José Antônio Xavier Neto, visitaram o campo experimental Jorge Sobral, em Nossa Senhora das Dores, no Médio Sertão Sergipano. Lá a Embrapa Tabuleiros Costeiros mantém uma área de pesquisa com dezenas de variedades de banana adaptadas às condições do Nordeste e resistentes às principais pragas e doenças.
Os alunos haitianos viram de perto tudo o que haviam aprendido na teoria no dia anterior, e até se arriscaram a tentar executar algumas técnicas, como o desbaste e a desfolha das bananeiras, além da colheita de cachos, o que garantiu não só aprendizado, mas muitos risos e entusiasmo. O pesquisador Carlos Martins e o assistente de campo Genison Trindade, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, demonstraram todas as técnicas e tiraram dúvidas.
Simon Matador, que como quase todos do grupo é estudante e filho de agricultores haitianos, não escondeu sua alegria ao final do curso, e ressaltou o trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa. “O mundo inteiro tem muito a prender com a Embrapa e com o povo brasileiro. A capacidade de melhorar a produção e gerar desenvolvimento no país e no mundo é notável”, disse.
A partir de setembro, alguns integrantes do grupo já começam a retornar ao Haiti.


Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros 
http://www.todafruta.com.br/

domingo, 21 de agosto de 2011

EXCESSO DE OFERTA CAUSA QUEDA NO PREÇO DA BANANA EM PERNAMBUCO

Preço da fruta na última semana caiu cerca de 50%.
Desvalorização preocupa produtores do Vale do São Francisco.

O agricultor Carlos Nunes cultiva banana há 15 anos na propriedade que tem em Petrolina. Ele está preocupado porque o preço da fruta caiu cerca de 50% na última semana.
O preço baixo não está relacionado à qualidade. As frutas colhidas nos perímetros irrigados do município estão bonitas e desenvolveram-se bem, o problema é o excesso de oferta no mercado.

Pernambuco responde por 7% da produção nacional de bananas. O Vale do São Francisco passa por um momento de colheita farta. Somente dos projetos de irrigação Nilo Coelho e Maria Tereza, os dois maiores de Petrolina, 30 mil toneladas de bananas são colhidas por ano. Boa parte da produção é escoada pelo município de Juazeiro, na Bahia.

Nos mercados é possível ter noção de quanto o preço caiu nos últimos dias. Cem frutas da variedade prata custava cerca de R$ 10. Atualmente, a mesma quantidade é vendida por cerca de R$ 6 a R$ 7.

Fonte: Globo Rural

FRUTAS DEVEM FICAR MAIS BARATAS E CIGARRO MAIS CARO

Para diminuir morte por doenças crônicas, plano prevê diminuição do preço de alimentos saudáveis e taxação maior para cigarro e bebidas

Diminuir opreço de frutas e hortaliças e aumentar as taxas para as bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco são algumas das ações que o governo pretende adotar para conter as mortes provocadas pelas doenças crônicas não transmissíveis na próxima década. Atualmente, essas doenças matam mais de 742 mil brasileiros por ano, cerca de 72% do total de mortes no país.

As ações fazem parte do Plano para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, apresentado nesta quinta-feira (18/8) pelo Ministério da Saúde, que tem o intuito de reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura, de pessoas com até 70 anos de idade, em decorrência desse tipo de doença, como câncer, diabetes, infarto, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias. A taxa atual é de 255 vítimas para cada grupo de 100 mil habitantes. A ideia é atingir a relação de 196 casos por 100 mil habitantes até 2022.

O estilo de vida regado ao consumo abusivo de álcool, alimentos gordurosos, fumo, sedentarismo e obesidade aumenta o risco de uma pessoa ter uma doença crônica não transmissível. Para estimular a ingestão de frutas, verduras e legumes, o governo propõe reduzir impostos e taxas para produção e venda dos alimentos saudáveis, uma forma de facilitar o acesso, principalmente da população pobre – a mais afetada pelas doenças –, a esses produtos, já que o preço é um dos empecilhos.

“Defendemos incentivos fiscais e tributários para os alimentos saudáveis”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sem detalhar como será a adoção das medidas fiscais.

No caso do tabaco e do álcool, a proposta é aumentar os impostos incidentes nos produtos do setor para desestimular o hábito de fumar e a ingestão de bebidas alcoólicas. Nas últimas três décadas, a política antitabagista tem surtido efeito no país. No final dos anos 80, 34,8% dos adultos eram fumantes. Atualmente, o percentual é de 15%. Em 2022, a meta é cair para 9% da população adulta.

No início do mês, uma medida provisória determinou o aumento da carga tributária nos cigarros, passando de 60% para 81%. De acordo com Alexandre Padilha, já existem projetos no Congresso Nacional que preveem aumentar a carga tributária também para as bebidas alcoólicas, que tem o apoio do ministério.

Das mais de 740 mil mortes por doenças crônicas não transmissíveis, 31% são cardiovasculares e 16% por causa de cânceres. Essas doenças têm impacto de, pelo menos, 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o ministério. Estudos estimam redução de 2% do PIB ao ano nos países da por causa dessas doenças.

Fonte: Globo Rural

sábado, 20 de agosto de 2011

MANGA: RESISTINDO AOS MITOS PARA AJUDAR NA SUA SAÚDE

A manga, além de saborosa e perfumada, é uma ótima opção para receitas, também possui propriedades importantes na prevenção e combate a doenças. Rica em vitaminas A e C, a fruta possui também as vitaminas B1, B2 e B5, além de ferro, cálcio, fósforo, proteínas e gorduras. Da vitamina A, cuja matéria-prima é o betacaroteno, que traz a propriedade de combater os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das nossas células.

De acordo com profissionais da saúde, a manga age no combate da bronquite e é depurativa de sangue, favorecendo a diurese. Quando consumida em jejum, também combate acidez e outras enfermidades do estômago.

A manga também possui potássio, um mineral que ajuda a manter o equilíbrio dos líquidos no corpo. Recentes pesquisas sugerem que o potássio pode ter ação anticancerígena. Fósforo, magnésio e ferro, em menores quantidades, também estão presentes. Eles entram na composição dos músculos, sangue, ossos, dentes e hormônios.

Apesar de todas essas vantagens da manga em atributos nutricionais, uma série de mitos envolve essa fruta tão saborosa e nutritiva, limitando o seu uso entre as pessoas. O mais difundido é que não se deve misturar a manga ao leite, sob o risco de sentir fortes dores abdominais, o que não tem nenhuma procedência científica. Chupar manga e tomar leite em seguida só pode fazer mal se a manga estiver passada e o leite estiver azedo. Estudiosos afirmam que tabus alimentares como esse têm raízes em tradições religiosas ou culturais. Também não há mal em ingeri-la à noite, já que a fruta auxilia nos movimentos intestinais para liberação do bolo fecal.

Portanto, não tenha medo em degustar desse importante alimento para nossa saúde, já  que não há nenhum fundamento científico que contraindique a associação da fruta a outros alimentos e que impeça a ingestão em horários específicos. Esteja tranquilo para ampliar o uso da fruta em todos os momentos possíveis da sua alimentação e tenha uma Saúde Plena!

Fonte: Diário de Pernambuco (redação Éverton Oliveira).

sábado, 6 de agosto de 2011

Abelhas sem ferrão geram renda e colaboram na preservação de plantas nativas


O Brasil tem 300 das 400 espécies desse tipo de abelha, que só fazem polinização das plantas nativas e são consideradas dóceis
Abelhas sem ferrão geram renda e colaboram na preservação de plantas nativas
As abelhas sem ferrão só polinizam as plantas nativas (foto: Divulgação)

Meliponicultura é um termo pouco usado no vocabulário da maioria das pessoas, mas bastante comum entre os produtores de mel, própolis, pólen e cera, acostumados a lidar com abelhas. Neste caso, o termo pouco falado serve para designar a criação de abelhas sem ferrão, que são mais comuns no Brasil do que se imagina.

Segundo os criadores, o Brasil possui 300 das 400 espécies desse tipo de abelha que existem no mundo. Elas já estavam aqui antes da introdução das abelhas européias e africanas e, por isso, são consideradas nativas. Como não possuem ferrão nem toxina, também têm fama de dóceis.

Outro diferencial para essas abelhas é que elas só fazem a polinização de plantas nativas da região de Mata Atlântica. “Elas são responsáveis por 60% a 70% da polinização das flores de plantas nativas e não visitam plantas que foram introduzidas no país, como a acerola, por exemplo”, contou o criador Bergson Vasconcelos, que possui um apiário no município da Barra de Santo Antônio, onde cria abelhas sem ferrão da espécie Uruçu.

Segundo ele, entre as plantas nativas que a abelha Uruçu visita para fazer a polinização, estão: murici, araçá, goiaba, jaboticaba, jambo, pitanga e aroeira. “Por conta disso, como elas só polinizam as plantas nativas, o mel que elas produzem tem um sabor diferenciado e é bastante valorizado”, explicou o criador.

Mas ele afirmou que, apesar da valorização do mercado e dos preços satisfatórios para o produtor, a demanda ainda é maior do que a oferta. “O mel é bastante procurado, mas ainda não existe produção suficiente para atender ao mercado local”, salientou.

Segundo Bergson Vasconcelos, um litro de mel das melipônias, como são chamadas as abelhas sem ferrão, custa entre R$ 100,00 e R$ 150,00, enquanto um litro de mel das abelhas africanizadas, como são denominadas as demais, custa menos de R$ 10,00.

“As abelhas sem ferrão conseguem produzir de 4 a 10 litros de mel por ano por cada colméia, mas para isso é preciso ter conhecimento técnico, saber cuidar, não deixar faltar alimento para elas, e a área deve estar preservada, deve ter pasto nativo”, narrou. Além da Uruçú, outras abelhas sem ferrão criadas em Alagoas são a Moça-branca, Mosquetinho, Mandaçaia, Jataí e Jandaira.
FONTE: DIEGO BARROS - AGÊNCIA ALAGOAS

Alagoas terá fim de semana de poucas chuvas


No último fim de semana, chuvas significativas chegaram a Alagoas, mas, neste sábado (6), o quadro deverá ser diferente. Dados da Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) divulgados nesta sexta-feira (5) indicam tempo parcialmente nublado nos próximos dias com nebulosidade variável para as regiões do Baixo São Francisco e do Litoral.

Tanto para o sábado (6) quanto para o domingo (7), os modelos meteorológicos da Diretoria de Meteorologia indicam tempo parcialmente nublado para Sertão, Sertão do São Francisco, Agreste e Zona da Mata e nebulosidade variável, com possibilidade de chuvas passageiras durante a noite e o início da manhã, para Litoral e Baixo São Francisco. As temperaturas deverão apresentar mínimas entre 21ºC e 22ºC e máximas entre 28ºC e 31ºC.
FONTE: Victor Guerra - AGÊNCIA ALAGOAS

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Oportunidade para pagamento de dúvidas com o Banco do Nordeste


Banco do Nordeste concede descontos a produtores rurais

Mais de 360 mil produtores rurais ganharam o direito de liquidar, até o dia 30 de novembro deste ano, suas dívidas junto ao Banco do Nordeste (BNB) com descontos que variam de 45% a 85%, no âmbito da Lei 12.249/2010. O percentual vai depender do município onde se localize o empreendimento.

A medida beneficia os mutuários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) -  minis, pequenos e médios produtores rurais, bem como suas cooperativas e associações - detentores de operações rurais contratadas até 15 de janeiro de 2001, com valor original de até R$ 35 mil.
Só em Alagoas, 30.530 clientes têm direito de renegociar a dívida, sendo que, deste total, 13.222 já se beneficiaram da lei. O BNB tem mobilizado agências e parceiros (sindicatos, federações e entidades de classe) em todas as áreas em que atua, além de realizar reuniões com associações de produtores rurais, câmaras municipais e imprensa para esclarecer os aspectos da lei, com vistas à adesão do maior número de clientes enquadráveis.
Desde a promulgação da lei, em junho de 2010, cerca de 250 mil operações já foram liquidadas. Além dos descontos, o recálculo é feito sem cobranças de juros de atraso, multa ou sanção. “O cliente poderá liquidar seu endividamento e voltar a operar com o BNB após recuperar sua capacidade de pagamento”, explica Mozart Rolim, gerente em exercício do Ambiente de Terceirização e Cobrança de Crédito.
O superintendente em exercício da Área de Recuperação de Crédito, Edilson Ferreira, destaca que esta é uma ótima oportunidade para os pequenos produtores rurais. “Os clientes que tenham dívidas em atraso no BNB e desejem conhecer as alternativas para regularização devem procurar o Banco, pois o BNB tem vários mecanismos de renegociação e, com certeza, o cliente poderá sair com a solução para o seu caso específico”, complementa.
FONTE: Ascom/BNB

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Santana do Mundaú e União dos Palmares ganharão bibliotecas rurais

Mulheres alagoanas organizam entrega de mais 20 bibliotecas rurais.  
 
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Secretaria de Reordenamento Agrário e da Delegacia Federal do MDA em Alagoas, e o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Pescadoras de Alagoas (MMTRP-AL) vão entregar, vinte bibliotecas do Programa Arca das Letras para comunidades rurais de 10 municípios de Alagoas. As bibliotecas serão instaladas nas comunidades rurais dos municípios de Anadia, Arapiraca, Canapi, Feira Grande, Igreja nova, Limoeiro de Anadia, Maragogi, Mata Grande, Santana do Mundaú e União dos Palmares.



O Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Pescadoras de Alagoas tem parceria com as organizações não-governamentais Rainbow of Hope for Children (Canadá) e ActionAid (Inglaterra). A organização conseguiu apoio das duas entidades para doação dos móveis-arca para as comunidades que vão receber as bibliotecas. Com a iniciativa o movimento pretende ampliar o Programa Arca das Letras a mais áreas de atuação do MMTRP-AL. 

Em 2009, sete comunidades com atuação de grupos de mulheres do movimento receberam as bibliotecas. Em 2010, as bibliotecas foram avaliadas e constatou-se o aumento no número de leitores, a grande frequência de crianças e, também, de leitores adultos e muita procura por literatura infantil, além de melhoria no desempenho escolar dos estudantes. Esses resultados estimularam a busca de parcerias para implantar mais bibliotecas nas áreas do MMTRP-AL. 

O Programa Arca da Letras, criado em 2003 pelo MDA, já implantou mais de 8.200 bibliotecas em comunidades de agricultores familiares, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e em colonias de pescadores de todos os estados do Brasil. As bibliotecas disseminam informações úteis para o desenvolvimento comunitário e das atividades produtivas e incentivam a leitura no meio rural. Em Alagoas o programa já implantou 120 bibliotecas em 54 municípios. O trabalho nas bibliotecas é realizado por mais de 240 voluntários que emprestam os livros e cuidam para garantir bons resultados na ampliação do interesse pela leitura junto a mais de 31 mil famílias campesinas. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA
http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=7437371

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Campanhas contra a aftosa em Alagoas estão entre as melhores do NE


Conclusão é de uma análise das campanhas ocorridas em 2010
Campanhas contra a aftosa em Alagoas estão entre as melhores do NE
As campanhas de vacinação contra a febre aftosa de Alagoas estão entre as melhores avaliadas entre os Estados do Circuito Pecuário Nordeste. A conclusão é de uma análise de bases de dados das campanhas ocorridas em 2010 e de propriedades rurais dos Estados.
O relatório técnico foi elaborado pela Coordenação de Planejamento, Avaliação e Controle Zoossanitário do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e inclui ainda algumas regiões do Pará.
Quatro principais indicadores foram avaliados – propriedades com registro de vacinação, bovinos e bubalinos vacinados, diferença entre total de propriedades com bovinos entre as duas etapas de vacinação, e comparação do total de propriedades com bovinos ou bubalinos disponível na base eletrônica e registrado no relatório da última etapa de vacinação.
Apenas o último item foi considerado insuficiente em Alagoas. “Já modificamos a utilização da base eletrônica para seguir os moldes determinados pelo Ministério. O problema será corrigido naturalmente com o uso continuado desse novo modelo”, garante Manoel Tenório.
Para o diretor, o relatório demonstra que Alagoas está em um bom patamar entre os estados nordestinos. “Inconsistências ainda existem e precisam ser corrigidas. Mas temos avançado em nossas ações e vamos continuar progredindo para que todos os itens sejam cumpridos”, destaca Tenório.
Além de Alagoas, o Circuito Pecuário Nordeste é composto pelo Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Atualmente classificados como zona de risco médio de febre aftosa, os Estados vêm sendo acompanhados pelo Mapa em busca de alcançar o status de zona livre com vacinação.

Fonte: Renata Amorim - ADEAL 

sábado, 30 de julho de 2011

Mais Assistência Técnica aos Agricultores em ALAGOAS


Assistência técnica e extensão rural serão ampliadas em Alagoas


Governo Federal vai investir R$ 16 milhões para reforçar a assistência técnica em todo o Nordeste

Os serviços de assistência técnica e extensão (Ater) rural serão ampliados em todo o Nordeste, inclusive em Alagoas. O anúncio foi feito pelo secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller, durante uma entrevista coletiva, nesta sexta-feira (22), em Maceió.

Ele explicou que o reforço nos serviços de Ater será feito com a contratação de entidades do ramo, por meio de chamadas públicas para credenciamento. Laudemir Müller anunciou ainda que já a partir desta segunda-feira (25) haverá a publicação da chamada para as entidades interessadas.

“Esse processo de contratação dessas entidades está amparado na Lei de Ater e não afeta em nada no serviço que já é oferecido. Será apenas um reforço dentro das ações do programa Brasil sem Miséria”, comentou. Segundo ele, os convênios do governo do Estado com o MDA para seleção de técnicos que atuam como extensionistas estão mantidos. “Nós vamos ampliar nossa parceria com os Estados”, disse.

“As equipes de técnicos que vamos contratar serão multidisciplinares, ou seja, compostas por profissionais de diversas áreas, como engenheiros agrônomos, zootecnistas, veterinários, técnicos agrícolas, técnicos em agropecuária e também profissionais que trabalhem com a temática das mulheres e dos quilombolas”, frisou.

Ainda de acordo com Laudemir Müller, serão investidos R$ 16 milhões nesse projeto de contratação de extensionistas rurais e o objetivo é atender, inicialmente, 15 mil famílias em todo o Nordeste. “Serão 11 técnicos para cada grupo de mil famílias. Em Alagoas, vamos começar esse trabalho com mais de mil famílias da Região Agreste, pois, além de agricultoras, elas estão na linha da pobreza”, detalhou o secretário de Agricultura Familiar do MDA.

Capacitação de técnicos
A partir desta segunda-feira (25), a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri) dará início à capacitação de 75 técnicos extensionistas, selecionados para atuar na condição de bolsistas pelo período de um ano. Eles vão atender os agricultores familiares e facilitar o acesso às políticas públicas.

“Esse é mais um esforço do governador Teotonio Vilela para garantir atendimento ao agricultor familiar. Esses técnicos vão prestar atendimento para facilitar a produção, o beneficiamento e a comercialização”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura, Jorge Dantas.

A capacitação será no Centro de Treinamento do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), no município de Carpina (IPA) e vai durar três semanas. “Eles devem se esforçar para aprender e estudar durante esses dias de treinamento, já que serão avaliados pelo desempenho. Os que não atingirem as metas poderão ser desclassificados”, explicou a superintendente de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, Rita de Cássia.

A programação de capacitação inclui os seguintes temas: Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER); desenvolvimento sustentável e estratégia de desenvolvimento territorial; agroecologia; fundamentos pedagógicos e metodologias participativas; etnodesenvolvimento e Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural) Indígena; enfoque de gênero e Ater Mulheres; Política Nacional de Alimentação Escolar; Programa de Aquisição de Alimentos; inclusão produtiva e agroindústria; Programas Alagoas Mais Leite e Alagoas Mais Ovinos, e Garantia Safra.

Fonte: Diego Barros - Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (ALAGOAS)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O conceito de agricultura sustentável


As palavras sustentável e sustentabilidade estão na moda. São empregadas a torto e a direito, nem sempre adequadamente, respeitando-se seu sentido e significado.

Sustentável, dizem os dicionários, significa “que se sustenta”, quer dizer: que persiste, que dura, que permanece, que continua, que é permanente, que se perpetua. Sustentabilidade seria então uma condição da coisa ou do ato que seja sustentável.

Agricultura sustentável, obedecida a conceituação acima, é a atividade agrícola ou pecuária, que apresenta uma situação de continuidade, sem que fatores negativos comprometam sua perpetuidade.

Para que uma atividade rural seja estável e permanente, algumas condições, dentre outras, devem estar presentes e serem favoráveis, alem de constantes:

# Clima: As flutuações climáticas, diferentes das oscilações regulares, podem desestabilizar a atividade rural comprometendo sua continuidade. Sendo o homem impotente quanto ao frio ou calor, chuvas ou seca, pouca ou muita insolação, os procedimentos de trabalho devem se adaptar às condições climáticas existentes. As variações destas, se anormais, podem vir a prejudicar a interromper o ritmo da produção.

# Lucratividade: É uma condição básica óbvia, pois, sem equilíbrio econômico, sem um fluxo de caixa com saldo positivo, torna-se impossível a estabilidade do produtor.

# Fertilidade: A estabilidade do solo assegurada por proteção adequada contra a erosão, a manutenção de suas qualidades físicas apropriadas à penetração da água, do ar e das raízes, - seja uma boa porosidade -, são condições da maior importância para uma agricultura permanente. Faz parte de um pacote tecnológico evolutivo, cobrindo todas as fases da produção.

# Insumos e equipamentos: É indispensável que estejam disponíveis com qualidade adequada, a tempo e a hora, a preços conciliáveis com o valor da produção, conjugados à assistência técnica, aos serviços de manutenção e ao financiamento.

# Energia: A disponibilidade de combustíveis para veículos, motores e calefação, bem como a energia elétrica deve estar assegurada nas qualidades e preços que sejam compatíveis com custos competitivos.

# Infra-estrutura rural: As vias de acesso e os meios de comunicação são importantes tanto para o escoamento da produção e recebimento de insumos, como para o deslocamento das pessoas envolvidas, além dos seus contactos gerenciais ou sociais.

# Mercado consumidor: Nada adianta produzir se não existirem compradores para a produção. É condição básica da viabilidade da atividade agrícola.

# Equilíbrio social: Tanto dos residentes como dos habitantes na comunidade, estabelecendo-se um ambiente de paz e trabalho, sem as agitações e temores de invasões e de outros comportamentos contrários à lei.

# Organização comunitária: que proporcione bom convívio social dos residentes e lhes ofereça uma situação de satisfação no ato de viver, evitando a tendência de ir morar na cidade, seja para contacto humano, seja para dispor de facilidades de lazer.

# Serviços públicos : Além dos de infra-estrutura, são fundamentais àqueles relacionados à educação, à saúde, à segurança e à justiça, para oferecer estímulos à continuidade e a evolução tanto do trabalho como do simples ato de sobrevivência.

A análise acima, ainda que incompleta, dá uma idéia da complexidade e da extensão de conceitos quando se pretende analisar os fatores que asseguram a estabilidade e a perpetuidade da produção rural, seja a sustentabilidade da agricultura. O clima favorável, a fertilidade do solo e a tecnologia agrícola são indispensáveis: mas não bastam.

Por: Fernando Penteado Cardoso, engenheiro agrônomo sênior, é presidente da Fundação Agrisus.
http://www.agrisus.org.br/artigos.asp?cod=30

MOROSIDADE NA CONAB AMEAÇA SAFRA DE PRODUTORES NO BREJO GRANDE EM SANTANA DO MUNDAÚ

    
     Mesmo depois de quase dois meses da entrega dos documentos exigidos pela Conab - Companhia Nacional de Abastecimento, para a celebração de convênio no valor de 301 mil reais, a Associação do Brejo Grande ainda não recebeu a autorização da companhia para entrega dos produtos. A preocupação aumenta na medida em que a safra vem se perdendo com o atraso.
    A Conab em Alagoas vem protelando para toda semana próxima a tal liberação. Para o presidente da Associação José Maria Leite, não é possível mais esperar, o prejuízo já começa a ser sentido pelos agricultores que tanto esperam por esta publicação toda semana, já não existe justificativa para tanta demora, vamos reunir os produtores para tomar uma providência e pressionar a Conab para resolver de vez este caso.
    São mais de 150 produtores associados que estão só esperando a liberação para fazer o transporte dos produtos.

Fonte: Diário de Mundaú
http://diariodemundau.blogspot.com/

terça-feira, 26 de julho de 2011

5 Diferenças entre Associações e Cooperativas


A Cidade de Santana do Mundaú-AL possui várias associações, (Ex: Associação dos taxistas, Associação dos Moto Taxistas, Associação dos Produtores Rurais da Amoras e vários outras comunidades) e como sabemos mas recentimente a nossa Cidade conseguiu formar uma Cooperativa de Produtores de Laranja Lima que tem facilitado muito a venda de Laranja Lima dos pequenos produtores de Santana do Mundaú-AL, melhorando a renda e a vida do produtor rural. Mas qual a diferença entre uma Cooperativa e uma Associação?
Este é um assunto que sempre gera algum tipo de polêmica. É provável que em vários momentos do seu trabalho você deve se ver diante das seguintes perguntas:

É melhor montar uma cooperativa ou uma associação?
Quando montar uma ou outra?
 Quais vantagens entre uma e outra?

Essas dúvidas são comuns e pertinentes uma vez que os dois tipos de organização se baseiam nos mesmos princípios doutrinários e, aparentemente, buscam os mesmos objetivos.
A diferença essencial está na natureza dos dois processos. Enquanto as associações são organizações que tem por finalidade a promoção de assistência social, educacional, cultural, representação política, defesa de interesses de classe, filantrópicas; as cooperativas têm finalidade essencialmente econômica. Seu principal objetivo é o de viabilizar o negócio produtivo de seus associados junto ao mercado.
A compreensão dessa diferença é o que determina a melhor adequação de um ou outro modelo. Enquanto a associação é adequada para levar adiante uma atividade social, a cooperativa é mais adequada para desenvolver uma atividade comercial, em média ou grande escala de forma coletiva, e retirar dela o próprio sustento.
Essa diferença de natureza estabelece também o tipo de vínculo e o resultado que os associados recebem de suas organizações.
Nas cooperativas os associados são os donos do patrimônio e os beneficiários dos ganhos que o processo por eles organizados propiciará. Uma cooperativa de trabalho beneficia os próprios cooperantes, o mesmo em uma cooperativa de produção. As sobras que porventura houverem das relações comerciais estabelecidas pela cooperativa podem, por decisão de assembléia geral, serem distribuídas entre os próprios cooperantes, sem contar o repasse dos valores relacionados ao trabalho prestado pelos cooperantes ou da venda dos produtos por eles entregues na cooperativa.
Em uma associação, os associados não são propriamente os seus “donos”. O patrimônio acumulado pela associação em caso da sua dissolução, deverá ser destinado à outra instituição semelhante conforme determina a lei e os ganhos eventualmente auferidos pertencem à sociedade e não aos associados que dela não podem dispor, pois os mesmos, também de acordo com a lei, deverão ser destinados à atividade fim da associação. Na maioria das vezes os associados não são nem mesmo os beneficiários da ação do trabalho da associação.
A associação tem uma grande desvantagem em relação à Cooperativa, ela engessa o capital e o patrimônio, em compensação tem algumas vantagens que compensam grupos que querem se organizar, mesmo para comercializar seus produtos: o gerenciamento é mais simples e o custo de registro é menor.
Vamos destacar, no entanto, que se a questão é atividade econômica o modelo mais adequado é a Cooperativa.
A seguir um quadro que busca mostrar as principais diferenças entre os dois modelos:
CRITÉRIO
ASSOCIAÇÃO
COOPERATIVA
Conceito
Sociedade de pessoas sem fins lucrativos
Sociedade de pessoas sem fins lucrativos e com especificidade de atuação na atividade produtiva/comercial
Finalidade
Representar e defender os interesses dos associados. Estimular a melhoria técnica, profissional e social dos associados. Realizar iniciativas de promoção, educação e assistência social.
Viabilizar e desenvolver atividades de consumo, produção, prestação de serviços, crédito e comercialização, de acordo com os interesses dos seus associados. Formar e capacitar seus integrantes para o trabalho e a vida em comunidade.
Legalização
Aprovação do estatuto em assembléia geral pelos associados. Eleição da diretoria e do conselho fiscal. Elaboração da ata de constituição. Registro do estatuto e da ata de constituição no cartório de registro de pessoas jurídicas da comarca. CNPJ na Receita Federal. Registro no INSS e no Ministério do trabalho.
Aprovação do estatuto em assembléia geral pelos associados. Eleição do conselho de administração (diretoria) e do conselho fiscal. Elaboração da ata de constituição. Registro do estatuto e da ata de constituição na junta comercial. CNPJ na Receita Federal. Inscrição Estadual. Registro no INSS e no Ministério do trabalho. Alvará na prefeitura.
Constituição
Mínimo de duas pessoas.
Mínimo de 20 pessoas físicas
Legislação
Constituição (art. 5o., XVII a XXI, e art 174, par. 2o.). Código Civil
Lei 5.764/71. Constituição (art. 5o. XVII a XXI e art. 174, par 2o.) Código civil.
Patrimônio / Capital
Seu patrimônio é formado por taxa paga pelos associados, doações, fundos e reservas. Não possui capital social. A inexistência do mesmo dificulta a obtenção de financiamento junto às instituições financeiras.
Possui capital social, facilitando, portanto, financiamentos junto às instituições financeiras. O capital social é formado por quotas-partes podendo receber doações, empréstimos e processos de capitalização.
Representação
Pode representar os associados em ações coletivas de seu interesse. É representada por federações e confederações.
Pode representar os associados em ações coletivas do seu interesse. Pode constituir federações e confederações para a sua representação.
Forma de Gestão
Nas decisões em assembléia geral, cada pessoa tem direito a um voto. As decisões devem sempre ser tomadas com a participação e o envolvimento dos associados.
Nas decisões em assembléia geral, cada pessoa tem direito a um voto. As decisões devem sempre ser tomadas com a participação e o envolvimento dos associados.
Abrangência / Área de Ação
Área de atuação limita-se aos seus objetivos, podendo ter abrangência nacional.
Área de atuação limita-se aos seus objetivos e possibilidade de reuniões, podendo ter abrangência nacional.
Operações
A associação não tem como finalidade realizar atividades de comércio, podendo realiza-las para a implementação de seus objetivos sociais. Pode realizar operações financeiras e bancárias usuais.
Realiza plena atividade comercial. Realiza operações financeiras, bancárias e pode candidatar-se a empréstimos e aquisições do governo federal. As cooperativas de produtores rurais são beneficiadas do crédito rural de repasse
Responsabilidades
Os associados não são responsáveis diretamente pelas obrigações contraídas pela associação. A sua diretoria só pode ser responsabilizada se agir sem o consentimento dos associados.
Os associados não são responsáveis diretamente pelas obrigações contraídas pela cooperativa, a não ser no limite de suas quotas-partes e a não ser também nos casos em que decidem que a sua responsabilidade é ilimitada. A sua diretoria só pode ser responsabilizada se agir sem o consentimento dos associados.
Remuneração
Os dirigentes não têm remuneração pelo exercício de suas funções; recebem apenas o reembolso das despesas realizadas para o desempenho dos seus cargos.
Os dirigentes podem ser remunerados por retiradas mensais pró-labore, definidas pela assembléia, além do reembolso de suas despesas.
Contabilidade
 Escrituração contábil simplificada.
A escrituração contábil é mais complexa em função do volume de negócios e em função da necessidade de ter contabilidades separadas para as operações com os sócios e com não-sócios.
Tributação
Deve fazer anualmente uma declaração de isenção de imposto de renda.
Não paga Imposto de Renda sobre suas operações com seus associados. Deve recolher o Imposto de Renda Pessoa Jurídica sobre operações com terceiros. Paga as taxas e os impostos decorrentes das ações comerciais.
Fiscalização
Pode ser fiscalizada pela prefeitura, pela Fazenda Estadual, pelo INSS, pelo Ministério do Trabalho e pela Receita Federal.
Pode ser fiscalizada pela prefeitura, pela Fazenda Estadual (nas operações de comércio), pelo INSS, pelo Ministério do Trabalho e pela Receita Federal.
Dissolução
Definida em assembléia geral ou mediante intervenção judicial, realizada pelo Ministério Público.
Definida em assembléia geral e, neste caso ocorre a dissolução. No caso de intervenção judicial, ocorre a liquidação, não podendo ser proposta a falência.
Resultados
Financeiros
As possíveis sobras obtidas de operações entre os associados serão aplicadas na própria associação.
Após decisão em assembléia geral, as sobras são divididas de acordo com o volume de negócios de cada associado. Destinam-se 10% para o fundo de reserva e 5% para o Fundo Educacional (FATES)

 Fonte: