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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Como monitorar as chuvas em sua região?


“O monitoramento das chuvas permite o planejamento do plantio, colheita, mecanização, controle de pragas e doenças, controle de ervas daninha e manejo da irrigação”

Atualmente estamos vivendo um tempo de escassez de chuvas no Nordeste brasileiro, passamos pela maior seca dos últimos 30 anos, onde morreram muitos animais e ocorreram incalculáveis perdas agrícolas (SUZANNE, 2012).
A região do Vale do Mundaú está geograficamente localizada na Zona da Mata Alagoana, região com precipitações acima dos 1200 mm anuais, entretanto as oscilações climáticas recentes têm causado incertezas aos agricultores que amargam perdas na pecuária e agricultura, especialmente nos cultivos de laranja lima.
Uma das formas antigas e eficientes de monitorar as chuvas é a utilização de pluviômetros (recipiente utilizado para quantificar as precipitações), possibilitando ao agricultor saber quanto choveu em determinado período.
O monitoramento das chuvas permite ao agricultor tomar decisões em seu planejamento tais como plantio, colheita, mecanização, controle de pragas e doenças, controle de ervas daninha e manejo da irrigação entre outras, além de servir de suporte ao monitoramento do risco de enchentes e ocorrência de secas.
Neste sentido, abaixo utilizamos a postagem da Defesa Civil de São Bernardo do Campo – SP, com algumas modificações para atender nossas necessidades, que ensina a fazer um pluviômetro caseiro.

Como fazer um pluviômetro caseiro?

1-   Pegue uma garrafa pet vazia, que seja reta, sem curvas – quanto maior ela for, melhor. Corte a parte inferior de forma que fique no mínimo aproximadamente 10 cm de altura para a água.
2-   Encha o fundo com uma mistura de cimento e areia (proporção 1:3) e deixe imóvel por um dia – em um local bem plano.
3-  Cole na lateral um pedaço de régua comum, graduada em milímetros, ajustando bem o zero com o nível da massa de cimento. Está pronto seu pluviômetro.

Figura 1. Materiais utilizados na confecção do pluviômetro caseiro.
Figura 2. Pluviômetro caseiro.
 Como instalar o pluviômetro? 

Coloque o pluviômetro em um local plano em campo aberto entre 1 e 1,5m de altura. O aparelho deve ficar longe de qualquer de qualquer obstáculo que prejudique ou dificulte a coleta da chuva (árvores, casas, currais).

Como usar o pluviômetro? 

Deve ser observados diariamente de manhã bem cedo (a hora deve fixada pelo operador). Observe a quantidade de chuva acumulada no pluviômetro e anote – dia e hora, e o volume coletado em milímetros.
A ausência de precipitações também é um importante valor a ser anotado (registrado).

Atenção: após cada medição, esvazie o pluviômetro.

Como usar os valores medidos? 

Cada 1 mm de chuva acumulado no pluviômetro, indica de choveu 1L de água em uma área de 1m2.

EX:
Segundo a média histórica de precipitação de Santana do Mundaú-AL:

O mês de abril chove 169 mm = 169 litros de água em uma área de 1m2.

Se puder faça um caderninho: “DADOS PLUVIOMÉTRICOS” – Local: endereço onde está o pluviômetro – Resp.: seu nome.


Observação: Precedendo qualquer ação, o mais importante é a informação – no caso, saber quanto realmente choveu. Lembre-se que é uma informação muito importante – uma coisa muito séria! *

* Se você fizer o 'caderninho' sugerido, e o preencher regularmente, ele poderá ser um material 'valioso' (para estudos, projetos, decisões).


Fontes consultadas:

Defesa Civil de São Bernardo do Campo – SP. Disponível em: http://dcsbcsp.blogspot.com.br/2011/07/pluviometro-de-garrafa-pet-como-fazer-e.html , acessado em 09/03/2013.

TUCCI, C. E. M. Hidrologia: Ciência e Aplicação. 4ª edição, 944p. Porto Alegre, Editora da UFRGS/ABRH. (Coleção da ABRH de Recursos Hídricos; 4.v).2009.

SUZANNE. C. Seca no Nordeste é considerada a pior dos últimos 30 anos. JORNAL HOJE, 15/12/2012. Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/12/seca-no-nordeste-e-considerada-pior-dos-ultimos-30-anos.html , acessado em 15/03/2013.

Autores:

1. José Thales Pantaleão Ferreira
2. Elvis Pantaleão Ferreira

1. Eng. Agrônomo, Doutorando em Agronomia: Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal do Ceará.
2. Especialista em Engª.  Ambiental e Técnico em Agricultura do Instituto Federal do Espírito Santo.


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Escola de Ensino Fundamental Chapeuzinho Vermelho
Rua Padre Cícero, Centro, Santana do Mundaú - AL
Contato: (82) 3289 1259 / (82) 8111 5589
E-mail: echapeuzinhovermelho@gmail.com



sábado, 8 de agosto de 2015

Bem-estar animal e agregação de valor

Várias, hoje, são as definições para o termo "bem-estar animal", aplicáveis a todos os tipos de animais, dos silvestres aos de cativeiro, passando pelos de companhia, os de produção e de experimentação. Embasado nas preocupações sobre o modo como os animais vivem e são criados, o conceito ganhou força devido a dois fatores: de um lado, as questões morais, éticas e religiosas, ligadas ao respeito aos animais, que se sobressaíram em alguns âmbitos; do outro, questões técnico-comerciais, ligadas ao sistema produtivo e à qualidade final do produto.

Para a Organização Mundial de Saúde Animal, bem-estar animal é a forma como o animal lida com o seu entorno, e aqui estão incluídos sentimentos e comportamento. Para animais de produção, assume-se que há boas condições de bem-estar quando são atendidas as "cinco liberdades", que procuram incorporar e relacionar padrões mínimos de qualidade de vida para os animais como: i) livres de fome, sede e má nutrição; ii) livres de dor, lesão e doença; iii) livres de medo e angústia; iv) livres de desconforto; e v) livres para manifestar o padrão comportamental da espécie.


No âmbito dos sistemas agroalimentares, a necessidade de remodelação dos modelos produtivos vigentes, com particular foco nos impactos gerados ao ambiente, fez com que o tema "bem-estar" emergisse, nos últimos anos, com grande força nos vários elos da cadeia. A aplicação dos princípios das "cinco liberdades" possibilitou saltos qualitativos em relação (i) aos sistemas de criação, com adequações do espaço mínimo disponível por animal, fornecimento de dietas balanceadas e disponibilidade de sombra em sistemas extensivos; (ii) ao transporte com embarque sem estresse e em veículos apropriados, determinação de tempo e distância máximos, sem interrupção, até o abatedouro; e (iii) ao abate, sem sofrimento, com atordoamento eficaz.

Exemplo prático da importância do bem-estar animal para a cadeia produtiva de carnes é a possibilidade de exploração e atendimento de mercados consumidores mais exigentes, interessados na chamada "grass-fed beef" (carne produzida sobre pastagens), em que é condição sine qua non tornar tangível (qualidade final do produto) o intangível (bem-estar). Este tipo de produto com qualidades particulares é oriundo, na sua maioria, de regiões tropicais. Sua produção, portanto, deve imprescindivelmente prever práticas de manejo que visem à proteção contra a intensa radiação solar, com vistas ao bem-estar animal. Isto porque, conforme o nível de interação "intensidade de radiação solar x nível de adaptação ao calor do animal", verifica-se maior ou menor estresse nos animais, com empobrecimento de seu bem-estar e prejuízos ao desempenho.

De fato, animais submetidos ao estresse por calor diminuem o consumo de forragem e aumentam o de água, elevam a frequência respiratória, batimentos cardíacos e taxa de sudação, tornam-se irrequietos ou ficam deitados por longos períodos, entre outros sintomas.

Destaque tem sido dado aos sistemas de produção multifuncionais (integração-lavoura-pecuária-floresta, ou ILPF), que além de possibilitarem a recuperação de áreas e pastagens degradadas, com baixa produtividade, proporcionam benefícios diretos e indiretos aos animais, como o fornecimento de sombra e melhoria das condições microclimáticas e ambientais. Tais aspectos incidem positivamente no bem-estar dos animais e o jargão "colocar o boi na sombra" - usado na bolsa de valores quando o investidor ganha muito dinheiro em uma operação, ao ponto de não precisar mais trabalhar - passa a ser também sinônimo de produto final diferenciado.

Pesquisas conduzidas pela Embrapa demonstram que segundo o tipo de árvore (nativa e exótica) e o arranjo utilizado (linha simples, dupla ou tripla) tem-se diminuição de 2°C a 8°C na temperatura ambiente dos sistemas ILPF, em relação a pastagens sem árvores. Como resultados diretos do conforto térmico oferecido melhoram-se os índices produtivos (ganho de peso, produção de leite) e reprodutivos (menor incidência de abortos, aumento nos índices de fertilidade, maior peso ao nascer).
Somadas, as melhorias aportadas pelos sistemas ILPF à ambiência e ao bem-estar animal, cooperam para o seu fortalecimento como ferramenta na otimização do diferencial da bovinocultura brasileira – rebanhos à pasto – e auxiliam na sua consolidação como sustentável no cenário mundial. É verdade, porém, que o conceito "bem-estar" apresenta escalas de valores que variam em função das diferentes óticas éticas, temporais, culturais, socioeconômicas. Mas, não se pode negar que é um caminho sem volta.

Nesse contexto, o bem-estar animal, junto a temas como responsabilidade ambiental, sustentabilidade, segurança alimentar e biodiversidade, ganha destaque, e deixa de ocupar um espaço "filosófico", embasado na ética pessoal, para se tornar aspecto prático, quantificável e aplicável, passível de ser valorado.

AUTORIA: Fabiana Villa Alves, pesquisadora Embrapa Gado de Corte
gado-de-corte.imprensa@embrapa.br
Telefone: 67 3368-2203

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sábado, 6 de junho de 2015

Desenvolve destaca novos recursos do Fecoep para APLs de baixa renda

"Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) liberará cerca de R$ 9,3 milhões para o fortalecimento de programas sociais, entre eles, os Arranjos Produtivos Locais (APLs) de baixa renda."

O diretor-presidente da Desenvolve/AL, Antonio Pinaud, participou do encontro que reuniu, esta semana, os membros do conselho gestor do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), e comemorou a aprovação da liberação de novos recursos que serão decisivos para o fortalecimento de programas sociais, entre eles, os Arranjos Produtivos Locais (APLs) de baixa renda. O encontro garantiu cerca de R$ 9,3 milhões para áreas de assistência social, agricultura, empreendedorismo e trabalho.

Segundo Pinaud, serão direcionados do Fecoep R$ 3 milhões que serão aplicados para o lançamento do II Edital de Apoio aos APLs de baixa renda de Alagoas. Com a contrapartida de mais R$ 3 milhões do BNDES será possível estimular o fortalecimento das pequenas iniciativas produtivas do Estado.

“Graças a essa iniciativa, conseguiremos realizar a inclusão socioeconômica de municípios e regiões que ainda apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo, elevar a qualidade de vida de milhares de famílias e tornar o governo de Alagoas mais próximo da população”, sinalizou o diretor-presidente da Desenvolve.

O objetivo da Agência de Fomento é criar possibilidades de investimento e fortalecimento dos pequenos negócios e apoiar os empreendedores na construção e solidificação de seus projetos.

Com os recursos do Fecoep é possível levar capacitação de qualidade e desenvolvimento para todas as regiões do Estado. A distribuição do montante investido pelo Fecoep e pelo BNDES nos programas criados pela Desenvolve se dará em duas frentes distintas: a inserção produtiva e a distribuição de crédito produtivo e orientado.

Antonio Pinaud destacou também a preocupação permanente do governador Renan Filho em dar celeridade ao lançamento do II Edital dos APLs.

“Estamos trabalhando focados no objetivo do governador Renan Filho, com vistas ao desenvolvimento regional sustentável, à preservação ambiental, à geração de trabalho e renda, ao incremento do empreendedorismo local e ao fortalecimento das associações e cooperativas de produção e de comercialização”, apontou Pinaud.


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sábado, 20 de setembro de 2014

Apresentação em Santana do Mundaú de novas cultivares copa e porta - enxertos de citros gerados pela Embrapa

Autora: Valdelane Tenório (Engenheira- agrônoma e Gestora APL Fruticultura no Vale do Mundaú)


A Embrapa Mandioca e Fruticultura em parceria com o APL Fruticultura no Vale do Mundaú, estarão realizando uma palestra com apresentação de novas cultivares copa e porta - enxertos de citros gerados pela Embrapa.

Será no dia 22 de setembro, à partir das 09:00h, no auditório da Prefeitura de Santana do Mundaú. 

Essa palestra é muito importante para o futuro da citricultura na Região, visto que temos diversos problemas com pragas e doenças e, teremos a possibilidade de iniciar um processo de melhoria na fruticultura do Vale do Mundaú.


Parceiros: SEBRAE, SEPLANDE, SEAGRI, e EMATER- AL.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vaca brasileira bate recorde mundial na produção de leite

A vaca mineira de Uberaba a Indiana Canvas 2R, da raça girolando, bateu o recorde mundial de produção de leite ao produzir 115,20 quilos de leite em um único dia. O recorde anterior pertencia a uma vaca cubana chamada Ubre Blanca, que produziu 110,90 quilos de leite em um dia, em 1982.

 O recorde da vaca mineira Indiana Canvas 2R, ocorreu durante o 25º Torneio Leiteiro Nacional da Raça Girolando realizado no Parque Fernando Costa, em Uberaba.

Vídeo do Domingo Espetacular

FOTO
fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Bananeira produz dois cachos em Santana do Mundaú

Por: José Thales Pantaleão Ferreira (Eng. Agrônomo, Mestre em Ciência do Solo)

Em Santana do Mundaú na Fazenda Pantaleão foi encontrada uma bananeira que produziu dois cachos. O fato é pouco comum e muito raro de acontecer principalmente no Vale do Mundaú, porém vários casos são relatados no Brasil, a exemplo da bananeira com dois cachos em Primavera do Leste – MT; bananeira com três cachos em SãoPaulo - SP; bananeira com quatro cachos em Carlópolis – PR e até bananeira com cinco cachos em Luziânia – GO.

A produção de mais de um cacho de banana por uma bananeira é um caso chamado de dicotomia. Na dicotomia a gema apical (ponto de crescimento) divide-se uma ou mais vez e forma mais de um pseudocaule, que produzirá um cacho cada. Caso essa divisão ocorra mais de uma vez, podem ser produzidos três ou quatro cachos por pé.

Os cachos da bananeira que apresenta dicotomia, apresenta seus frutos com cor, sabor e textura idêntica as plantas de bananeira que não apresentam dicotomia. Porém, os cachos geralmente são pouco desenvolvidos, pois necessitam de maior quantidade de nutrientes que muitas das vezes não são supridos, reduzindo o desenvolvimento. É importante observar que a bananeira que apresenta dicotomia deve ser bem adubada, fazer o desbaste das brotações (filhotes) deixando apenas três plantas mãe, filha e neta, e a bananeira precisa ser escorada.
Vídeo


Fotos



Referências

Bananeira com dois cachos em Primavera do Leste – MT. Disponível em: <http://www.jornalodiario.com.br/TNX/conteudo.php?sid=206&cid=36083>, acessado em 20 de junho de 2014.

Bananeira com três cachos em São Paulo - SP. Disponível em: < http://abananaboat.blogspot.com.br/2011/07/raridade-pe-de-banana-com-3-cachos.html >, acessado em 20 de junho de 2014.

Bananeira com quatro cachos em Carlópolis - PR. Disponível em: < http://npdiario.com/noticia/10213/bananeira-surpreende-e-produz-quatro-cachos-em-carlopolis >, acessado em 20 de junho de 2014.


Bananeira com cinco cachos em Luziânia – GO. Disponível em: < http://globotv.globo.com/tv-anhanguera-go/jornal-do-campo-go/v/bananeira-com-cinco-cachos-chama-a-atencao-em-residencia-de-luziania-goias/2703445/>, acessado em 20 de junho de 2014.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Pragas podem ser ‘importadas’ com os estrangeiros

Agricultura de MT está em alerta para a Copa do Mundo. Cuiabá receberá grandes produtores mundiais e invasores podem vir na bagagem

Cuiabá, capital de Mato Grosso, que está recebendo as seleções da Austrália, Rússia, Japão, Coreia do Sul, Chile, Nigéria, Colômbia e Bósnia e Herzegovina para a Copa do Mundo de 2014, está em alerta, já que alguns desses países são grandes produtores mundiais de alimentos. Devido ao deslocamento de milhares de torcedores, as chances de alguma praga do campo chegar às principais regiões produtoras do Estado aumentam consideravelmente. 

Do ponto de vista do agronegócio, o Mundial de futebol, pode resultar em uma dor de cabeça para os produtores rurais brasileiros. Um levantamento encomendado pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), mostra que os 31 países classificados para a Copa do Mundo abrigam, juntos, mais de 350 pragas ainda inexistentes no Brasil. São insetos, ácaros, fungos e vírus que, se introduzidos nas lavouras, certamente trarão prejuízos e podem até impactar a produção nacional de alimentos nas próximas safras. 

Conforme a diretora da consultoria Agropec e autora do estudo, Regina Sugayama, o aumento do trânsito de pessoas entre países nos últimos anos tem ajudado a disseminar as pragas pelo mundo. Entre 1901 e 2014, 68 espécies de pragas exóticas foram detectadas no Brasil, sendo 20 delas somente nos últimos dez anos. "Às vésperas de grandes eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada é preciso reforçar a atenção em nossas fronteiras e aeroportos", afirma a pesquisadora. (Veja gráfico) 

De acordo com a Fifa, organizadora do evento, mais de 1,5 milhão de ingressos para a Copa do Mundo já foram vendidos ‒ 43% do total para torcedores de outros países. Serão centenas de milhares de turistas viajando pelo Brasil, o que aumenta consideravelmente a possibilidade de entrada de invasores. Apenas como referência, no período da Olimpíada de Pequim, em 2008, foram introduzidas 44 novas pragas na China. Dois anos depois, após os Jogos Asiáticos de Guangdong, foram identificadas mais 32 espécies invasoras.
 
Helicoverpa armigera
"É preciso ter um plano efetivo de combate e prevenção antes e durante a Copa do Mundo, pois uma vez que a praga entra, por não ter inimigos naturais nem produtos registrados para o combate, seu controle é muito complicado", afirma Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). "Ninguém imaginava que a Helicoverpa armigera poderia chegar ao Brasil. Pois ela chegou e em um ano já causou um prejuízo bilionário. Precisamos barrar a entrada de novas Helicoverpas", diz o executivo. A lagarta, que neste ano completou sua segunda safra no Brasil, ainda segue assustando os produtores. A praga, aliada aos fatores climáticos, foi responsável por perdas de produtividade na safra 2013/14, no Estado, além de ter ampliado consideravelmente os custos de produção pela maior necessidade de inseticidas. A Helicoverpa está sendo controlada sem o uso de moléculas específicas, como o benzoato de Emamectina, produto que teve uso proibido no país. 

MAPA – Conforme o Ministério da Agricultura, houve reforço da fiscalização tanto na importação de produtos de origem animal e vegetal, de procedência estrangeira, para utilização ou consumo pelas organizações, delegações, instituições e entidades indicadas pela Fifa. Em relação aos turistas, equipes de servidores estão nos principais aeroportos internacionais realizando fiscalização conjunta com órgãos de controle migratório. (Com assessoria) 

FONTE: Diário de Cuiabá por MARIANNA PERES 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Helicoverpa armigera é identificada em Alagoas

A Gerência de Inspeção e Defesa Sanitária Vegetal da Agência Defesa Agropecuária Estadual de Alagoas (Adeal) acompanhou, na sexta-feira (13) a destruição de uma área de plantio de feijão com suspeita de ter sido atacada pela lagarta Heicoverpa armigera. A ação foi realizada em uma área de 10 hectares, no povoado de Genipapo, município de Limoeiro de Anadia. Contudo, a praga realmente trata-se da lagarta Heicoverpa armigera, conforme foi confirmado pela Eng. Agrônoma Jakeline Santos (Doutoranda em Proteção de Plantas da UFAL) em entrevista à Gazeta deAlagoas.

Click aqui para assistir a entrevista Eng. Agrônoma Jakeline Santos (Doutoranda em Proteção de Plantas da UFAL) à Gazeta de Alagoas.



O que é?
Helicoverpa armigera é uma lagarta identificada recentemente, que tem surpreendido produtores e pesquisadores pelo seu poder de destruição, causando prejuízos, principalmente, às lavouras de milho, soja e algodão.



Por que essa praga é tão preocupante para os produtores?
A Helicoverpa armigera apresenta cinco características importantes:
• alto grau de polifagia, atacando várias espécies de interesse econômico, mas também hospedeiros selvagens;
• alta capacidade de dispersão dos indivíduos voadores (mariposas);
• alto potencial biótico, ou seja, elevada capacidade de reprodução e sobrevivência;
• potencial de desenvolvimento de resistência a inseticidas;
• plasticidade ecológica, ou seja, alta capacidade de adaptação a diferentes ambientes, climas e sistemas de cultivo.

Quais culturas podem ser atacadas pela lagarta?
Existem relatos de mais de cem espécies de plantas que podem ser hospedeiras e atacadas pela Helicoverpa armigera, inclusive culturas comerciais, como feijão, soja, algodão, milho, tomate, cana-de-açúcar e amendoim.

Como a Helicoverpa armigera chegou ao Brasil?
Ainda não há informações sobre isso. Um grupo de pesquisa liderado pela Embrapa atuou na identificação da espécie da praga e na proposição de medidas de controle. Novos estudos de DNA estão em andamento para identificar a origem das lagartas encontradas no País. Isso é importante para ampliar o conhecimento sobre essa praga, que resulte em práticas de manejo mais eficientes.

Quando foram registrados os primeiros relatos de ataques da lagarta?

Em dezembro de 2012, a Embrapa recebeu solicitações de agricultores sobre uma lagarta que não conseguiam controlar. A partir daquele momento, a primeira atitude foi saber qual era o problema. Algumas hipóteses foram levantadas: poderia se tratar de uma espécie que se tornou resistente à tecnologia transgênica, ou poderia ser a lagarta da espiga do milho, Helicoverpa zea, que já existia no Brasil e que estaria fora de controle, ou, ainda, poderia ser a Helicoverpa gelotopoeon, vinda da Argentina.

Para maiores informações sobre a Helicoverpa armigera, acessar o site da EMBRAPA (http://www.embrapa.br/alerta-helicoverpa)

FONTE: Ministério da Agricultura (http://www.agricultura.gov.br/combatehelicoverpa)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Evolução Recente da Agroindústria Canavieira

Por: José Francisco Oliveira de Amorim, Administrador e Mestre em Economia Aplicada pela UFAL.

O setor canavieiro consiste na atividade industrial mais antiga do Brasil, tendo acompanhado o desenvolvimento econômico e social da nação. A importância deste setor é extremamente relevante para a indústria brasileira, devido ao nível de competitividade e modernidade.

            Diversos programas foram desenvolvidos com a finalidade de contribuir para a evolução do setor canavieiro, dando impulso ao alargamento. Com a eleição de um novo governante em 2002, foi mantida a estabilidade econômica e política do país, os produtores do setor canavieiro passaram a desenvolver competências técnicas com o objetivo de aumentar a eficiência técnica de sua produção, buscando a reformulação da estrutura organizacional das usinas com a finalidade de manter maior coordenação setorial.

Destaca-se ainda que o setor canavieiro passa por um novo momento, com o “renascimento do setor” a partir do lançamento do motor flex fuel com sistema desenvolvido pela Bosch. Essa tecnologia se popularizou rapidamente e aumentou o consumo de etanol, estudos indicam que se o preço do etanol for abaixo de 70% do preço da gasolina é mais vantajoso abastecer o veículo com etanol. O poder de compra do consumidor foi elevado e a interrupção do combustível verde é praticamente nula, durante esse período passa a existir uma mudança no mix de produção de etanol anidro para etanol hidratado. Em 2005 as vendas de veículos flex fuel passam a ser 60% das vendas de veículos 0 km, em 2007 é registrado que 85% das vendas de 0 km são de veículos que possuem a tecnologia flex fuel.


A produção de açúcar não ficou para trás, esta apresentou uma forte elevação, pois passou de uma produção inferior a10 milhões de toneladas (1990), para 30 milhões de toneladas (2007/2008). Neste período ocorreu o maior aumento de consumo dos últimos dez anos, impulsionados por políticas do governo federal de redistribuição de renda, como Fome Zero e o Bolsa Família. Isto é verificado a partir do consumo, pois as famílias de baixa renda passaram a consumir mais produtos industrializados e a indústria de alimentos e bebidas corresponde ao principal consumidor de açúcar do Brasil.

O Brasil ainda se mantém como o primeiro exportador de açúcar mundial, pois seus concorrentes enfrentam problemas ligados à água, terra e estrutura agrária. O salto de produção tanto de açúcar como de álcool, foram motivados com a implementação do Proálcool, o que possibilitou intenso desenvolvimento tecnológico para produção, logística e uso final. A conexão entre os setores público e privado arquitetou a nova configuração do setor, com isso, o Brasil alcançou alguns patamares: maior produtor de cana de açúcar, maior produtor de etanol com a expansão da indústria para vários estados do Brasil, com destaque para Nordeste e Sudeste. Além disso, o país retomou a produção de veículo movidos a álcool, entretanto, são veículos híbridos denominados carros flex.

Estas ações favoreceram o avanço tecnológico do setor, levando ao desenvolvimento de dois novos setores além do tradicional: o energético – com o surgimento de empresas que trabalham com a geração de biomassa a partir do bagaço e palha da cana de açúcar e o setor sucroquímico.

Esta configuração proporcionou a formação de novas estruturas de governança, com estruturas de capital puramente nacional e/ ou com participação de capital estrangeiro. Os grupos estabelecidos procuraram se organizar e adicionar novas tecnologias ao mercado, sobrepondo-se a anterior utilizada pelo Estado.
            O setor experimenta ainda um crescimento, contudo, ainda apresenta valores abaixo da demanda potencial interna e externa por açúcar e álcool. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor proporciona três fatores: aumento do consumo interno, devido ao sucesso dos veículos flex, demanda mundial por álcool, devido à qualidade ambiental por ser obtido por meio da biomassa e por último, exportação crescente, dado a competitividade brasileira e redução de subsídios à exportação concedidos por países da União Europeia (UE), em concordância, existe uma diferença na produção de açúcar da cana da produção de açúcar de beterraba, isto favorece o aumento da competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional.

Entretanto existem alguns fatores que devem ser considerados, o setor ainda sofre com as mudanças institucionais, o setor dividiu-se em regiões geográficas, historicamente a auto-regulação sempre foi um problema. Mesmo com a redução dos preços relativos e extinção das cotas de produção – promovidas pelo Proálcool – e a forte alteração da dinâmica tecnológica, a abertura promovida com a desregulamentação favoreceu a formação de cisões, apesar disso, ainda existem empresas independentes que tentam manter-se no mercado, outro ponto que também é destaque de problemas é a conversa com trabalhadores e grupos sociais que se torna mais difícil a cada dia.

A desregulamentação não só impactou como também deixou o setor mais vulnerável a ações externas, a saída passou a ser criação de novas estruturas produtivas ou fusões, além da migração por parte de alguns grupos econômicos do nordeste canavieiro para o centro-sul concentrado.

A concentração da atividade nessa região está promovendo o crescimento do setor, pois nessa região existem terras que ainda não foram cultivadas e apresenta-se de forma plana, contribuindo com o melhor aproveitamento do plantio e colheita, dados do portal unicadata comprovam que o crescimento da produção de açúcar e álcool brasileira é sustentado pela produção da região Centro-Sul.

A configuração de oligopólio competitivo (presença de alguns grupos econômicos e grande quantidade de empresas) aliada à concentração produtiva em uma região fornece subsídios necessários para o desenvolvimento de outras atividades que podem surgir devido à junção de vários agentes e de capital externo, contribuindo com novas combinações, como destaque, identifica-se a atividade de cogeração de energia elétrica realizada por algumas usinas.

Estima-se que em 2030, a produção de cana-de-açúcar possa chegar a 1,140 bilhões e a estimativa da produção de biomassa da cana para geração de energia chegue a 313,5 milhões, ressaltando a importância dessa atividade, a cogeração de energia a partir do bagaço e da palha deve deixar de ser um subproduto e passar a ser uma terceira fonte de negócios, diante de um amadurecimento do mercado e por pressões ambientais.

Dessa forma, a atividade de cogeração surge como uma saída para os problemas de falta de energia e apagões, proporcionando ainda uma matriz energética limpa, tornando o setor canavieiro atraente a investimentos.




terça-feira, 20 de agosto de 2013

Homenagem ao mais novo Doutor do Vale do Mundaú - Dr. Carlos Jorge

A equipe do Vale do Mundaú Agrícola presta uma homenagem ao jovem Carlos Jorge oriundo da zona rural de União dos Palmares-AL, que ontem (19/08/2013) defendeu sua TESE de DOUTORADO no Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" em Botucatu – SP, na área de Melhoramento Genético de Plantas. 

Carlos Jorge concluiu o ensino médio na Escola Estadual Carlos Gomes de Barros em União dos Palmares-AL, cursou Agronomia na Universidade Federal de Alagoas, cursou Mestrado em Produção Vegetal na Universidade Federal de Alagoas e agora Doutor em Agronomia na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" em Botucatu – SP, na área de Melhoramento Genético de Plantas. 

Este fato é muito importante para todo Vale do Mundaú, pois teremos em nossa região uma pessoa muito capacitada que poderá vim a desenvolver novas variedades de Laranja Lima e outras culturas agrícolas para região, mesmo que não esteja fisicamente trabalhando em União dos Palmares ou em outra cidade do Vale do Mundaú.


Parabéns Dr. Carlos Jorge por sua conquista, você é um grande vencedor.

Dr. Carlos Jorge defendendo sua TESE de DOUTORADO.


sábado, 17 de agosto de 2013

Uso da fertirrigação em citros

Os efeitos do uso da fertirrigação em citros têm sido diferentes dependendo do porta-enxerto, das condições edáficas e das diferenças ambientais. Ainda não há consenso entre os trabalhos produzidos a respeito da viabilidade da fertirrigação como tecnologia para aumento da produtividade dos citros. Diversos trabalhos relatam o aumento na produtividade pelo uso de fertirrigação, mas outros não têm mostrado o mesmo efeito. De qualquer forma, a fertirrigação é aconselhada para citros, no caso de já existir o sistema de irrigação implantado, visto que o acréscimo de um injetor de fertilizante e do uso da tecnologia, certamente será, no mínimo, compensada pela economia de mão de obra que seria usada na adubação convencional.

A fertirrigação objetiva o uso racional dos fertilizantes na agricultura irrigada. Entre as vantagens da fertirrigação pode-se destacar (Frizzone et al., 1985 citador por Coelho et al., 2004):

1) minimiza o trabalho de aplicação do fertilizante;
2) economia e comodidade de aplicação;
3) distribuição e localização do fertilizante mais próximo da planta;
4) ajuste às diferentes etapas de desenvolvimento das plantas;
5) eficiência de uso e economia de fertilizantes;
6) controle da profundidade de aplicação;
7) melhor controle sob a quantidade aplicada;
8) favorece aplicação de micronutrientes; e
9) preservação da qualidade das águas subterrâneas.

Entre as limitações destacam-se:

1) envenenamento e contaminação de água potável;
2) não aplicável a todo tipo de fertilizante;
3) possibilidade de entupimento dos emissores de água;
4) corrosão;
5) necessidade de mão-de-obra qualificada;
6) incompatibilidade entre diferentes formas de fertilizantes.


Vídeo explicativo sobre Uso da Fertirrigação - Conceitos e vantagens, produzido na UNESP Ilha Solteira, em reportagem do Programa Revista Rural. (Duração 21 min).




FONTE: COELHO, E.F.; MAGALHÃES, A.F.J.; COELHO FILHO, M.A. Irrigação e fertirrigação em citros. Cruz das Almas-BA: EMBRAPA, 2004. 16 p. (Circular Técnica, 72). Disponível em: <http://www.cnpmf.embrapa.br/publicacoes/circulares/circular_72.pdf> acessado em 17/08-2013.




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Agricultor inventa engenhoca que ajuda na hora de colher mandioca

A mandioca é originária da América do Sul e constitui um dos principais alimentos energéticos para cerca de 500 milhões de pessoas, principalmente nos países em desenvolvimento. Nestes países ela é cultivada em pequenas áreas com baixo nível tecnológico. Mais de 80 países produzem mandioca, sendo que o Brasil participa com mais de 15% da produção mundial. 

Mandioca, macaxeira, aipim
A mandioca possui grande adaptação as condições edáficas e climáticas do Brasil, sendo cultivada em todos os estados brasileiros, situando-se entre os nove primeiros produtos agrícolas do País, em termos de área cultivada, e o sexto em valor de produção.
Nome científico: Manihot esculenta Crantz
Família: Euphorbiaceae
Nomes populares: Mandioca, macaxeira, aipim
Nome em inglês: Cassava
Origem: Brasil

Vídeo do Globo Rural mostrando  engenhoca que ajuda na hora de colher mandioca



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